Ópio no Café de volta

Depois de um bom tempo sem postar, a coluna Ópio no Café, da Paradoxo, está de volta.

Conto: Eu não valho nada

Já te avisaram que eu não valho a pena. O que você está fazendo aqui ainda? Já falaram que não dá pra confiar em mim, que sou alguma coisa abaixo de cafajeste, e você continua me ligando, me chamando pra sair, dormindo na minha cama. Você é muito burra. Levei seu dinheiro e comprei presente para outra mulher com ele, e você fez o quê? Disse que me ama, que me perdoa, e eu nem pedi desculpas de nada, só confessei e disse que faria de novo (…)

Para ler tudo, clique aqui e cola lá.

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Ópio no Café e a nova Paradoxo

A Paradoxo voltou. Finalmente, após um período de mudanças e adaptações no qual a minha coluna esteve preguiçosamente ativa, o Mark apresentou as mudanças, que já começam pelo endereço. Anote a nova casa:

www.paradoxo.me

Além do endereço novo, também temos mudanças editoriais, de layout, formato, etc. Tudo novo. Vale a pena dar uma sacada pra conhecer.

A coluna Ópio no Café continua por lá, agora com formato ligeiramente diferente, mas com a mesma intenção. A dessa semana está aqui, ó: “Há Tempos”.

Espero vocês lá.

P.S.: antes que eu me esqueça, os textos antigos da minha coluna continuam neste link aqui, caso alguém queira ler. =)

Dunga x Globo: tá tudo errado

Acho essa história toda quase surreal, de tão ridícula.

Querer elevar o Dunga como um bastião da moral porque ele xingou um jornalista cujo pior defeito é trabalhar para a Globo, um cara que não fez rigorosamente nada contra o Dunga, é uma burrice internacional. Se fosse inteligente, o técnico teria feito a coisa direito, falado nos microfones que ninguém vai ter exclusividade de nada, e ponto final.pra mim, ele perde a razão quando agride uma pessoa que apenas é funcionário da empresa. É como se você fosse assaltado por um negro e passar a perseguir todos os negros depois disso, foda-se se eles são pessoas boas ou ruins, culpados ou inocentes. Um grande cara esse Dunga, não?

Outra coisa: se existe uma pessoa com culpa de verdade nessa história, é o Ricardo Teixeira. ele, o pica grossa da parada, abre as pernas para a Globo antes de consultar o Dunga e libera a presença de uma equipe lá (é a Globo que mantém o futebol brasileiro de pé, todo mundo sabe disso). O que a equipe da Globo vai fazer? O trabalho dela. Poderiam ter sido mais educados, claro, mas estavam lá porque o senhor presidente abriu o precedente. Se não há comunicação dentro da CBF, a culpa não é da Globo.

Vejo TV muito pouco, menos até do que uma boa quantidade para que um publicitário fique informado do que rola por aí. E raramente assisto a Globo, prefiro outros canais porque a acho extremamente babaca. Mas daí a ficar do lado de quem é realmente mal educado e atira pra cima de qualquer um que aparece, só porque ele está contra a toda-poderosa Globo, não, não é comigo. Sejamos razoáveis.

Pra terminar, só um detalhe: quem via bom-dia brasil, com o Escobar, sabe que ele é um dos poucos que defendia o Dunga quando todo mundo tava chutando o cara por causa da convocação. Mais uma prova de que o perseguido (e ele realmente foi e é) técnico Dunga escolheu a pessoa errada para perseguir.

Ópio no Café

Nova coluna Ópio no Café no ar:
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Vou-me embora pra Passárgada. Pra lá ou pra qualquer outro lugar que seja longe o bastante, que me obrigue a começar do zero, que me tire a sensação de que estou pisando pela milésima vez no mesmo lugar. Vou-me embora pra não enlouquecer, para fazer dessa vida algo que me dê mais prazer do que a fuga, para domar meus medos, acertar os erros e flutuar por campos nunca d’antes flutuados. Seja em Passárgada, na Argentina, no norte da Bahia ou em um lugarejo da China, vou-me embora de uma vez.
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Ópio para agora

“Instinto”, texto inédito na Revista Paradoxo.

(…) Quando te vi naquela boate esfumaçada, atrás de uma pilha de copos e garrafas vazias, alguma coisa pareceu apitar dentro de mim. Era muito mais do que uma simples atração. Você era linda, claro, e aquele vestido de listras vermelhas e brancas só fazia com que isso parecesse mais evidente. Mas o que eu senti quando te vi ia muito além dessa simples constatação. Era uma certeza daquelas que a gente só sabe porque sabe, e nem explicar consegue. Era uma certeza absoluta. (…)

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Ópio revisitado

Resolvi postar novamente um texto de 2007 (acho) lá na Ópio no Café da Paradoxo.
(…) Pegue a cena: um casal de namorados termina repentinamente o namoro. Ninguém entende muito bem, os dois explicam aos tropeções que o relacionamento estava estranho, que estavam cansados, precisavam de um tempo, e aquela balela toda. De olho na garota já há um bom tempo, um segundo rapaz vê a sua chance chegar. Aproxima-se da menina, fragilizada pelo fim do relacionamento, tenta seduzi-la e, bingo!, conquista a moça. Tudo o que ele sonhou em boa parte da vida estava acontecendo: ela era dele, e com certeza o rapaz vai dedicar todas as suas forças e horas para manter vivo esse sonho colorido.
Aí, num belo e ensolarado dia, a menina dá, sem cerimônia, a notícia mais temida pelo rapaz: está voltando com o ex-namorado. Incrédulo, traído, solitário, abandonado, deixado de lado, renegado… adjetivos não faltam para o rapaz, completamente desolado com o ocorrido. Ela, que no fundo ainda era apaixonada pelo namorado, simplesmente viu de quem realmente gostava, e entregou-se novamente ao seu amado. Claro, em momento algum ela se preocupou com o que o segundo rapaz pensava, o que ele sentia ou quais eram seus interesses em relação a ela. Até pediu desculpas pela mudança repentina, mas o que ela queria mesmo era fugir correndo para os braços do seu grande amor.

Pronto. Assim, de um minuto para o outro, está criada uma pessoa de intervalo. (…)

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Primeiro Ópio de 2010

Texto inédito na coluna da Paradoxo:

Acordo todos os dias e te dou bom dia. Faço o primeiro xixi da manhã e você passa pela porta do banheiro fazendo um rabo de cavalo. Jogo água gelada na cara para acordar direito, levanto o rosto e você está me olhando pelo espelho, o sorriso congelado de quem é feliz exatamente naquele momento. Abro o meu pão com uma faquinha de serra e você está na cadeira ao lado, mexendo o açúcar no seu café com a calma de quem não tem compromisso nenhum de manhã (…)

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Ópio, sim

Nova crônica na minha coluna da Revista Paradoxo, a querida Ópio no Café. Saca um trecho aí:
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(…) Quando foi que perdemos o viço, quando exatamente a cola que nos unia perdeu a liga, quando as tábuas que formavam nossa ponte se tornaram frágeis demais para suportar o nosso peso? Agora estamos aqui, você do lado de lá, eu do lado de cá, e nada no meio. Não sinto nem o rastro daquela força que nos guiava em direção ao outro. Aonde isso foi parar? (…)
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Tá a fim de ler tudo, tudinho mesmo? clica aqui, ó: Ópio no Café.

Ópio novo

 

“(…) Durante todo o dia eu tinha uma sensação de que o mundo era construído apenas para mim, eu queria sair correndo com vento na cara, pisando nas poças, como nos filmes felizes, sem me importar com quem vai lavar as roupas mais tarde (…)”

 

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Ópio de volta

Após uma semana em branco, postei agora o texto “Primeira de muitas”, um relato quase que completamente real sobre a minha primeira desilusão amorosa. Aos 6 anos. Um trechinho:

“(…) A molecada que ocupava as casas de veraneio naquele janeiro de poucos ventos passava as manhãs na praia e as tardes na rua São Paulo, indo do pique-esconde às peladas no chão de pedras pontudas, do pique-pega aos jogos de vôlei com rede pendurada entre os postes, do elástico ao “frênis” – um jogo criado por nós que misturava algumas regras do tênis e do frescobol. Suar era uma constante para aqueles garotos. Mas derreter-se por uma garota ainda era de certa forma novidade (…)”

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