Alô!? 2011, é você!?

Quer dizer que o ano começou e nada de post novo por aqui?
Que vergonha.
Mentira, é por um bom motivo.
Um novo Misquilinas está sendo preparado para muito em breve. Mais breve do que você imagina.
Novo layout, novas seções, e até novo endereço.

Aguarde só mais um pouquinho, porque 2011 tá doido pra começar por aqui.

A casa agradece a paciência.
Até já.
:)

Ópio no Café e a nova Paradoxo

A Paradoxo voltou. Finalmente, após um período de mudanças e adaptações no qual a minha coluna esteve preguiçosamente ativa, o Mark apresentou as mudanças, que já começam pelo endereço. Anote a nova casa:

www.paradoxo.me

Além do endereço novo, também temos mudanças editoriais, de layout, formato, etc. Tudo novo. Vale a pena dar uma sacada pra conhecer.

A coluna Ópio no Café continua por lá, agora com formato ligeiramente diferente, mas com a mesma intenção. A dessa semana está aqui, ó: “Há Tempos”.

Espero vocês lá.

P.S.: antes que eu me esqueça, os textos antigos da minha coluna continuam neste link aqui, caso alguém queira ler. =)

Dunga x Globo: tá tudo errado

Acho essa história toda quase surreal, de tão ridícula.

Querer elevar o Dunga como um bastião da moral porque ele xingou um jornalista cujo pior defeito é trabalhar para a Globo, um cara que não fez rigorosamente nada contra o Dunga, é uma burrice internacional. Se fosse inteligente, o técnico teria feito a coisa direito, falado nos microfones que ninguém vai ter exclusividade de nada, e ponto final.pra mim, ele perde a razão quando agride uma pessoa que apenas é funcionário da empresa. É como se você fosse assaltado por um negro e passar a perseguir todos os negros depois disso, foda-se se eles são pessoas boas ou ruins, culpados ou inocentes. Um grande cara esse Dunga, não?

Outra coisa: se existe uma pessoa com culpa de verdade nessa história, é o Ricardo Teixeira. ele, o pica grossa da parada, abre as pernas para a Globo antes de consultar o Dunga e libera a presença de uma equipe lá (é a Globo que mantém o futebol brasileiro de pé, todo mundo sabe disso). O que a equipe da Globo vai fazer? O trabalho dela. Poderiam ter sido mais educados, claro, mas estavam lá porque o senhor presidente abriu o precedente. Se não há comunicação dentro da CBF, a culpa não é da Globo.

Vejo TV muito pouco, menos até do que uma boa quantidade para que um publicitário fique informado do que rola por aí. E raramente assisto a Globo, prefiro outros canais porque a acho extremamente babaca. Mas daí a ficar do lado de quem é realmente mal educado e atira pra cima de qualquer um que aparece, só porque ele está contra a toda-poderosa Globo, não, não é comigo. Sejamos razoáveis.

Pra terminar, só um detalhe: quem via bom-dia brasil, com o Escobar, sabe que ele é um dos poucos que defendia o Dunga quando todo mundo tava chutando o cara por causa da convocação. Mais uma prova de que o perseguido (e ele realmente foi e é) técnico Dunga escolheu a pessoa errada para perseguir.

Novidade para 2010: Style-A-Holic

Para começar o ano direitinho, com alguma coisa nova, diferente do que rolou em 2009, uma boa notícia: passo a partir de agora a contribuir para o blog Style-A-Holic, comandado pelo camarada Dudu.

O blog, que é muito bacana, aponta suas principais armas para a moda, mas cabe ali também design, comportamento e cultura pop. Minha estreia foi falando da ótima Sleigh Bells, que surgiu no final do ano passado e já tá sendo bombada por aí. Dá uma sacada, e vamo que vamo que 2010 já começou.

Os 10 discos da sua vida

Pra quem adora listas, essa é capaz de ser chamada “a lista definitiva”, de certa maneira. Vi no bacana blog Pop Candy essa chamada para que todos façam uma lista dos 10 discos que você mais gosta na sua vida. Cara, né fácil não. Comecei a pensar aqui e cheguei a uns 3 com certeza, mas parei por impossibilidade real e natural de fazer isso em pouco tempo.

Mas pergunto a quem quiser: se você tivesse que escolher apenas 10 discos pra ouvir pelo resto da vida, quais seriam eles? Eu continuarei pensando e em breve trago aqui a minha lista.

Ópio no Café da semana

A crônica desta semana é sobre o antirromantismo das comédias românticas. Veja um trecho:

“Estou sentado na confortável cadeira de um grande cinema da cidade. Aquela tela enorme brilha no meu rosto como uma nave interestelar que chega ao nosso planeta propondo a presença de uma nova realidade. Uma realidade alternativa, para ser franco. Mas o filme que estou assistindo não é de ficção científica – pelo contrário. Neste novo mundo proposto pela nave-mãe das fantasias, as pessoas se amam e se odeiam com muita facilidade, mudam de opinião e de vida num piscar de olhos e são capazes das maiores idiotices por causa de um sentimento (ok, deste mal digamos que o nosso mundo também sofra vez ou outra). A cada três cenas, ouço um suspiro em coro por causa deste filme. A cada cinco sequências, alguém ao meu lado diz, “ta vendo, ele nunca fez isso por mim”. A cada piscar de olhos, uma nova viagem é realizada e deixa sequelas nas pessoas que estão vidradas na telona. Eu estou assistindo a uma comédia romântica.”

Quer ler o texto completo? Vá até a coluna Ópio no Café, da Revista Paradoxo.

Ópio no Café, 3 anos

Acabei de me lembrar que a coluna Ópio no Café, da Revista Paradoxo, fez três anos domingo, dia 9 de agosto. Eeee!
Aproveito e agradeço aos amigos que visitam sempre, aos leitores que aparecem perdidos, de vez em quando e aos que nunca mais voltaram – esses, pelo menos, foram alguma vez, hehe.
E, claro, ao Mark, pelo convite e pelo apoio de sempre.
Só posso pedir que continuem lendo. Hehehe.

Acabei de me lembrar que a coluna Ópio no Café, da querida e antenada Revista Paradoxo, fez três anos domingo, dia 9 de agosto. Eeee!

Aproveito e agradeço aos amigos que visitam sempre, aos leitores que aparecem perdidos, de vez em quando e aos que nunca mais voltaram – esses, pelo menos, foram alguma vez, hehe.

E, claro, ao Mark, pelo convite e pelo apoio de sempre.

Só posso pedir que continuem lendo. Hehehe.

Misquilinas em pausa

Pronto, coluna devidamente postada aí embaixo, já posso ir com a consciência tranquila. =)

Estou indo viajar amanhã cedo para aproveitar um pouco minhas férias com a namorada. Não esperem ver nenhuma atualização aqui pelos próximos sete dias.  Mas, na volta, vou ter muito o que dizer aqu i, tenho certeza.
Sul, aí vamos nós.
Pra quem fica, até logo.

Estou indo viajar amanhã cedo para aproveitar um pouco minhas férias com a namorada. Não esperem ver nenhuma atualização aqui pelos próximos sete dias.  Mas, na volta, vou ter muito o que dizer aqui, tenho certeza.

Sul, aí vamos nós.

Pra quem fica, até logo.

O Show de Michael

Era de se esperar que, um dia, esse personagem incrível, de talento reverenciado em cada canto do planeta, de um carisma inabalável, ia simplesmente subir as escadinhas coladas ao fundo de nuvens, virar as costas e sair pela portinha aberta, para nunca mais voltar. Ele já havia percebido que era nada mais do que um personagem de um mundo criado para ele, construído com tijolos frágeis, ainda que parecessem fortes, desde que ele ainda era uma pequena criança apaixonada pela música negra. Ele conhecia seu destino, sabia-se refém, jogava o jogo. Assim como Truman, Michael Jackson participava de um reality show muito mais real do que qualquer similar opaco das TVs de hoje em dia.
Claro que nem sempre foi assim. Imagine como seria ter sua vida controlada nos mínimos detalhes desde a infância? Não me parece nada agradável. Você se lembra daquele crioulinho, cabelo de capacete, perninhas velozes e voz que encantava um mundo inteiro sem fazer a menor força para isso. À frente de toda uma família, carregando praticamente sozinho nas costas a sobrevivência e, logo depois, a riqueza de um bando de marmanjos que careciam do que o pequeno mais tinha: talento. É injusto dizer que ele não gostava ou que estava sendo explorado. Mas é acertado afirmar que o crescimento desse garoto, acompanhado por milhões e milhões de espectadores ao redor do mundo, não foi nem um milímetro próximo do normal.
A inevitável pergunta, “Quem matou Michael Jackson?”, não vai ser feita aqui. Muito fácil agora lançar qualquer tipo de holofote, seja positivo ou negativo, em cima de um sistema que, queira ou não, tira muita coisa das pessoas, mas também oferece seus encantos quase irrecusáveis. Faço aqui apenas uma reflexão, talvez uma constatação ligeiramente óbvia, mas não impertinente. Assim como o protagonista de “O Show de Truman”, filme de 1998 dirigido por Peter Weir e estrelado por Jim Carrey, esse cantor, compositor, dançarino, ator, produtor, pai bizarro e único ser conhecido no mundo do entretenimento que conseguiu mudar de cor, teve toda sua vida acompanhada de perto pela mídia. Cada passo de Michael era reproduzido com estardalhaço por jornais, revistas e canais de TV, cada detalhe de sua vida era esmiuçado – mesmo aqueles a que ninguém nunca teve acesso, devassados cuidadosamente pela indústria da fofoca.
Após vários anos de incrível sucesso na carreira solo, quando ainda jovem se tornou o rei de um mundo onde as coisas são sempre voláteis e cruéis, o homem por trás da maquilagem alva simplesmente não conseguiu montar uma vida comum. Mudança da cor negra para a branca, dezenas e mais dezenas de cirurgias plásticas, acusações de pedofilia, a compra de um rancho transformado em parque de diversões e moradia, dúvidas a respeito de sua sexualidade, discos de pouco sucesso, filhos mascarados que ninguém nunca via o rosto, um bebê que quase cai da sacada, a falência que se aproximava – tudo aconteceu na vida deste Truman da vida real. E todos nós acompanhamos cada detalhe, dando nossas opiniões sem sequer saber do que realmente se tratava.
Esse filme a gente já viu. A pressão em cima de quem cresce sem ter tempo para brincar, precisando cumprir seus compromissos comerciais no momento em que deveria estar correndo pela casa com um carrinho de brinquedo nas mãos. A juventude de uma pessoa rodeada pela necessidade de provar a todos que o talento não foi embora com a ingenuidade da infância. A incompatibilidade com a vida adulta que chegou de repente, cheia de novas responsabilidades somadas às velhas e ainda presentes. E eu, você e o resto do mundo com sorrisos de incredulidade no rosto, observando a tudo isso, tentando entender o que se passava na cabeça daquele ser humano que parecia tão perdido, tão alheio ao mundo em que vivia. Esse filme também poderia se chamar “O Circo de Michael”.
Mas talvez não se passasse nada. Talvez ele estivesse sendo apenas ele, e nós, espectadores assíduos, não entendíamos nada porque não estamos acostumados a ver as pessoas tão de perto. Aquela famosa frase que diz, “de perto, ninguém é normal”, nunca esteve tão certa. Ninguém faz as mesmas coisas, todo mundo tem manias secretas – mas elas costumam permanecer secretas. Já O Show de Michael era transmitido para o mundo todo, via satélite, 24 horas por dia, de uns tempos pra cá em High Definition, com direito a intervalo comercial onde o próprio cantor era o personagem principal – e não foram poucas as campanhas onde ele dava as caras. E o seu protagonista era real, simplesmente existia, e só por isso era julgado dia-a-dia, por todo mundo, inclusive eu e você, e sem culpas. Mas agora o show acabou. Michael Jackson saiu pela sua portinha, não mais que de repente, subindo rapidinho as escadas coladas no fundo de nuvens. E agora, por onde ele anda? Vai saber. Deve estar, sei lá, caminhando de costas pela lua.

Era de se esperar que, um dia, esse personagem incrível, de talento reverenciado em cada canto do planeta, de um carisma inabalável, ia simplesmente subir as escadinhas coladas ao fundo de nuvens, virar as costas e sair pela portinha aberta, para nunca mais voltar. Ele já havia percebido que era nada mais do que um personagem de um mundo criado para ele, construído com tijolos frágeis, ainda que parecessem fortes, desde que ele ainda era uma pequena criança apaixonada pela música negra. Ele conhecia seu destino, sabia-se refém, jogava o jogo. Assim como Truman, Michael Jackson participava de um reality show muito mais real do que qualquer similar opaco das TVs de hoje em dia.

Claro que nem sempre foi assim. Imagine como seria ter sua vida controlada nos mínimos detalhes desde a infância? Não me parece nada agradável. Você se lembra daquele crioulinho, cabelo de capacete, perninhas velozes e voz que encantava um mundo inteiro sem fazer a menor força para isso. À frente de toda uma família, carregando praticamente sozinho nas costas a sobrevivência e, logo depois, a riqueza de um bando de marmanjos que careciam do que o pequeno mais tinha: talento. É injusto dizer que ele não gostava ou que estava sendo explorado. Mas é acertado afirmar que o crescimento desse garoto, acompanhado por milhões e milhões de espectadores ao redor do mundo, não foi nem um milímetro próximo do normal.

A inevitável pergunta, “Quem matou Michael Jackson?”, não vai ser feita aqui. Muito fácil agora lançar qualquer tipo de holofote, seja positivo ou negativo, em cima de um sistema que, queira ou não, tira muita coisa das pessoas, mas também oferece seus encantos quase irrecusáveis. Faço aqui apenas uma reflexão, talvez uma constatação ligeiramente óbvia, mas não impertinente. Assim como o protagonista de “O Show de Truman”, filme de 1998 dirigido por Peter Weir e estrelado por Jim Carrey, esse cantor, compositor, dançarino, ator, produtor, pai bizarro e único ser conhecido no mundo do entretenimento que conseguiu mudar de cor, teve toda sua vida acompanhada de perto pela mídia. Cada passo de Michael era reproduzido com estardalhaço por jornais, revistas e canais de TV, cada detalhe de sua vida era esmiuçado – mesmo aqueles a que ninguém nunca teve acesso, devassados cuidadosamente pela indústria da fofoca.

Após vários anos de incrível sucesso na carreira solo, quando ainda jovem se tornou o rei de um mundo onde as coisas são sempre voláteis e cruéis, o homem por trás da maquilagem alva simplesmente não conseguiu montar uma vida comum. Mudança da cor negra para a branca, dezenas e mais dezenas de cirurgias plásticas, acusações de pedofilia, a compra de um rancho transformado em parque de diversões e moradia, dúvidas a respeito de sua sexualidade, discos de pouco sucesso, filhos mascarados que ninguém nunca via o rosto, um bebê que quase cai da sacada, a falência que se aproximava – tudo aconteceu na vida deste Truman da vida real. E todos nós acompanhamos cada detalhe, dando nossas opiniões sem sequer saber do que realmente se tratava.

Esse filme a gente já viu. A pressão em cima de quem cresce sem ter tempo para brincar, precisando cumprir seus compromissos comerciais no momento em que deveria estar correndo pela casa com um carrinho de brinquedo nas mãos. A juventude de uma pessoa rodeada pela necessidade de provar a todos que o talento não foi embora com a ingenuidade da infância. A incompatibilidade com a vida adulta que chegou de repente, cheia de novas responsabilidades somadas às velhas e ainda presentes. E eu, você e o resto do mundo com sorrisos de incredulidade no rosto, observando a tudo isso, tentando entender o que se passava na cabeça daquele ser humano que parecia tão perdido, tão alheio ao mundo em que vivia. Esse filme também poderia se chamar “O Circo de Michael”.

Mas talvez não se passasse nada. Talvez ele estivesse sendo apenas ele, e nós, espectadores assíduos, não entendíamos nada porque não estamos acostumados a ver as pessoas tão de perto. Aquela famosa frase que diz, “de perto, ninguém é normal”, nunca esteve tão certa. Ninguém faz as mesmas coisas, todo mundo tem manias secretas – mas elas costumam permanecer secretas. Já O Show de Michael era transmitido para o mundo todo, via satélite, 24 horas por dia, de uns tempos pra cá em High Definition, com direito a intervalo comercial onde o próprio cantor era o personagem principal – e não foram poucas as campanhas onde ele dava as caras. E o seu protagonista era real, simplesmente existia, e só por isso era julgado dia-a-dia, por todo mundo, inclusive eu e você, e sem culpas. Mas agora o show acabou. Michael Jackson saiu pela sua portinha, não mais que de repente, subindo rapidinho as escadas coladas no fundo de nuvens. E agora, por onde ele anda? Vai saber. Deve estar, sei lá, caminhando de costas pela lua.

A minha Alice

Vocês já viram as imagens do filme “Alice no País das Maravilhas”, do Tim Burton, certo? Então, logo quando vi uma das imagens, da Alice em frente a um portão assustador, lembrei de uma foto que tirei há uns 3 ou 4 anos, no Jardim Botânico, no Rio, que está lá no meu flickr.

Essa é a “minha” Alice:

portal

Essa é a Alice do Burton:

alice-in-wonderland_2

Parece? Hehe.

Caso você não tenha visto as fotos do projeto do diretor americano, que, aliás, são fenomenais, dá uma clicada aqui e veja as fotos em alta resolução e também a logo do filme, que foi divulgada hoje.

O Terremoto

Todo mundo viu essa notícia hoje de manhã? 

Terremoto moderado abala Los Angeles

Pois é, algo curioso aconteceu comigo ontem. Já passava bastante das 0h30 e eu estava procurando algumas coisas pela internet. De repente, comecei a ver twitters mandando mensagens esquisitas. A maioria trazia perguntas relacionadas a algum tipo de tremor. Atores, diretores, músicos, jornalistas, diversas pessoas tentavam entender o que estava acontecendo naquele exato momento em uma das mais famosas cidades americanas. Um perguntava se alguém também havia sentido alguma coisa, outro se era tremor mesmo ou ele que estava bêbado demais, outros se alguém mais tinha sentido sua casa chacoalhar.

Ao vivo, via twitter, minutos antes de finalmente ir dormir quando a segunda-feira já se insinuava, fiquei sabendo que um terremoto moderadamente forte, com quase 5 pontos na famosa escala Richter, tinha atingido a cidade de Los Angeles. Tudo por causa dos recursos tecnológicos de hoje em dia, hehe.  

Enfim, foi a primeira vez que isso aconteceu comigo, achei interessante ver a coisa por esse ponto de vista. Fiquei pensando em diversos outros acontecimentos, como o 11 de setembro, por exemplo, e como as pessoas reagiriam se ficassem sabendo do ocorrido em tempo real, através de um serviço de microblog ou qualquer coisa parecida. 

Sinal dos tempos.

Novo visual

Dei uma mudadinha no visual do Misquilinas. Tava meio enjoado do outro.

A verdade é que as mudanças, além do visual, agora mais limpo e dando maior visualização ao texto, são poucas.  Agora, como podem ver, o link para comentários fica ali em cima, logo abaixo do título do post. Então, fique à vontade para dizer o que achou desse novo visual. 

A casa agradece.

Medo (da internet ou do cinema?)

Semana passada, não lembro se na quarta ou na quinta,  fui ao cinema ver “Alma Perdida”. Filme fraco, terrorzinho desmiolado que tenta fazer uma grande volta e não chega a lugar algum no final. Mas a qualidade baixa do filme foi o que menos me impressionou, para ser franco, naquela noite de terror. O principal elemento que fez brotar tremedeira, ranger de dentes e um ódio crescente e incessante foi a falta de educação dos espectadores presentes ao Cinemark

Em uma demonstração grosseira de que a educação ficou do lado de fora do cinema, aproximadamente 90% dos espectadores falavam alto, conversavam sem parar, chutavam a cadeira da frente ou deixavam o telefone tocar livre, leve e solto durante a exibição. Atrás de mim, um casal bizarro conversava sem parar, impedindo que eu me concentrasse nos sustos que eu estava lá para tomar. A menina ainda tentava falar baixo, mas o rapaz parecia nunca ter ido ao cinema: falava alto nas cenas mais tensas, reclamava dos sustos (era um filme de suspense, queria o quê?), chutava a minha cadeira e tornava o filme, já ruim, em uma verdadeira merda. 

Completamente estressado e vendo que nenhuma das minhas reclamações surtiam efeito, me retirei, lá pelo começo do segundo ato, e sentei numa cadeira mais próxima à tela, onde não havia ninguém na fileira – nem nas duas abaixo, nem nas duas acima.

Isso, infelizmente, não é novidade nos cinemas de Vitória e Vila Velha. As pessoas são realmente escrotas, não sabem o limite da individualidade e acham que, já que pagaram o ingresso, têm liberdade para agir como idiotas e atrapalhar a outros que pagaram a mesma coisa que eles. Uma falta de educação tremenda, e que parece aumentar a cada dia. Mesmo nos cinemas mais “alternativos”, como o Metrópolis ou Jardins, ainda há babacas como esses, ainda que em menor número do que Kinoplex e Cinemark. 

Mas todo este post foi gerado por uma notícia que se desenhou ontem mas chegou hoje aos nossos olhos e ouvidos. O crítico e colunista de cinema Roger Friedman, do canal de TV americano Fox News, foi demitido. O motivo não poderia ser mais torpe: Friedman soltou no fim de semana uma bem-humorada crítica da cópia de “Wolverine” que escorregou para a rede um mês antes de seu lançamento oficial. Trata-se de um arquivo obviamente não-acabado, cheio de imagens toscas (sem a pós-produção) e lotado de lacunas perdidas na mesa de edição – e, assim como milhares de pessoas, foi assistido pelo crítico. Seu texto falava “bem” do filme, usando a ironia para comentar as cenas mal-acabadas, brincando com o fato de ser mole achar o longa na internet e, na minha opinião, fazendo assim uma crítica a esse tipo de pirataria – aquela em que o material, antes mesmo de estar pronto, já vaza na internet e fere consideravelmente seus realizadores. É claro que a Fox News alegou que a crítica de Friedman era nada mais que uma promoção da pirataria, e por isso o demitiu sem nem pestanejar. 

Agora, eu pergunto: com um público idiotizado como o daqui, que não respeita quem está na cadeira ao lado, não dá vontade de deixar as salas de cinema para sempre e passar a adotar a pirataria virtual como prática constante? Mesmo eu, um eterno entusiasta das grandes telas, já venho assistindo diversos filmes que nunca chegarão aos cinemas capixabas em casa, utilizando esses meios. Soma-se a isso o preço exorbitante praticado por boa parte dos exibidores, sem contar o também abusivo preço de balas, pipocas e refrigerantes, mais a falta de respeito com o espectador (cinemas mal-cuidados, sujos, com pernilongos a dar com o pau, um sistema de som horrível, mudanças de horário sem aviso prévio e a falta de uma distribuição decente de títulos mais alternativos) que não é rara, e temos aí o maior dos promotores da pirataria digital do cinema: as próprias empresas de cinema. 

A seguir assim essa triste rotina nos cinemas capixabas, seremos todos companheiros de Roger Friedman nessa vida de piratas virtuais do cinema.

Abrindo pro Camelo (e discotecagem dupla)

Sei que o título acima ficou meio estranho, hehe, mas o esquema é bacana.

O Patrick Ribeiro, que trouxe o show do Marcelo Camelo pra cá (neste sábado, no Ginásio do Salesiano) me convidou para colocar um som antes do show, ao lado do camarada Renato Costa Neto. Eu e Renato vamos dar play em umas musiquinhas das 21h às 22h30, quando o show deve começar. Então, sugiro que você apareça mais cedo porque o bixo vai pegar.

E, depois do show, vou estar ao lado do meu companheiro de Lebowskis no Teacher’s Pub, na Praia do Canto, para a festa “Futurama”, com a presença dos DJs K-7, Tuzzão, Hélvio e Rike Sick. Cola lá também.

Partiu!

Amanhã, logo às 11 da manhã, entro no avião, ao lado da minha namorada, rumo a São Paulo para assistir ao Radiohead. No domingo, finalmente, depois de mais de dez anos de espera (pelo menos pra mim), encontro pela frente mais um dos shows que sempre tive como meta assistir.

O primeiro, do Bad Religion, chegou há 10 anos. Alias, em dobro: assisti um em março e outro em novembro do mesmo ano. Na época, eu era um grande fã da banda – hoje me considero apenas uma admirador fervoroso – e não imaginava que em meu primeiro ano morando no estado de SP (mais precisamente, em Campinas) já iria conseguir realizar este sonho. Rolou, e foi foda.

No segundo, também me esbaldei em dois shows – desta vez, seguidos: um no sábado, outro no domingo. O ano era 2005, a banda era o Pearl Jam, talvez a líder de preferência por aqui. No sábado estava em São Paulo com amigos e família, e parti logo após o show com meu irmão para o Rio (onde ele morava na época). Passamos a noite no ônibus e, no domingo, era na Cidade Maravilhosa que a nossa aventura teria sequência. E fim, infelizmente. Em Sampa, vimos o show da pista. Na Apoteose, assistimos da arquibancada. Foram dois setlists bastante diferentes. Resumindo, um fim de semana simplesmente inesquecível.

Agora é a vez do Radiohead. Infelizmente, vou pegar apenas um show. Não deu pra ir no show de hoje, no Rio, mas espero que o de domingo valha por dois. Se corresponder a metade da minha expectativa, vai ter valido, e muito, a pena.