Ópio no Café de volta

Depois de um bom tempo sem postar, a coluna Ópio no Café, da Paradoxo, está de volta.

Conto: Eu não valho nada

Já te avisaram que eu não valho a pena. O que você está fazendo aqui ainda? Já falaram que não dá pra confiar em mim, que sou alguma coisa abaixo de cafajeste, e você continua me ligando, me chamando pra sair, dormindo na minha cama. Você é muito burra. Levei seu dinheiro e comprei presente para outra mulher com ele, e você fez o quê? Disse que me ama, que me perdoa, e eu nem pedi desculpas de nada, só confessei e disse que faria de novo (…)

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Ópio no Café e a nova Paradoxo

A Paradoxo voltou. Finalmente, após um período de mudanças e adaptações no qual a minha coluna esteve preguiçosamente ativa, o Mark apresentou as mudanças, que já começam pelo endereço. Anote a nova casa:

www.paradoxo.me

Além do endereço novo, também temos mudanças editoriais, de layout, formato, etc. Tudo novo. Vale a pena dar uma sacada pra conhecer.

A coluna Ópio no Café continua por lá, agora com formato ligeiramente diferente, mas com a mesma intenção. A dessa semana está aqui, ó: “Há Tempos”.

Espero vocês lá.

P.S.: antes que eu me esqueça, os textos antigos da minha coluna continuam neste link aqui, caso alguém queira ler. =)

Ópio no Café

Nova coluna Ópio no Café no ar:
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Vou-me embora pra Passárgada. Pra lá ou pra qualquer outro lugar que seja longe o bastante, que me obrigue a começar do zero, que me tire a sensação de que estou pisando pela milésima vez no mesmo lugar. Vou-me embora pra não enlouquecer, para fazer dessa vida algo que me dê mais prazer do que a fuga, para domar meus medos, acertar os erros e flutuar por campos nunca d’antes flutuados. Seja em Passárgada, na Argentina, no norte da Bahia ou em um lugarejo da China, vou-me embora de uma vez.
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Ópio apaixonado

Um texto não muito novo, mas que ainda faz muito sentido. E espero que continue fazendo, por muito tempo.

(…) Abri a boca para falar, mas empaquei. Parece que travou de repente, tão de repente e tão sincero quanto a vontade de falar que chegou sem dar sinais. Apenas parecia destinada toda a vida a sair, uma frase que foi feita para aquele momento, exatamente aquele, e que a partir de hoje todo mundo ia ter que pagar direito autoral ao verdadeiro criador dela – eu, claro. Foi estranho, ela veio na ponta da língua e parou, como um pássaro que acha a porta da gaiola aberta e por institnto vai rumo à saída, mas pára e apenas coloca a cabeça de fora quando lembra o mundo confuso e aniquilador que há ali fora (…)

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Ou vá até a Revista Paradoxo, que está fazendo uma pausa mas volta já.

Ópio líquido

Dizem que esse texto não é politicamente correto. Mas e o que é? E o que realmente precisa ser? Vai saber.

Começa assim:

Pegue uma garrafa de bebida alcoólica de qualquer marca, desde que seja forte. Sinta o peso dela, pense nas consequências. Mas pense bastante, exagere, vá até os últimos detalhes sórdidos. Pense no porquê de você não usar aquela garrafa em benefício próprio. Pense no mal que ela pode te fazer, enumere cada desgraça que o consumo de toda aquela bebida alcoólica pode causar na sua vida em alguns segundos. Extrapole. Aumente. Torne-se um medroso, pense em não usá-la, pense em jogá-la longe. Pense demais. Não pare. (…)
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E, de uma vez por todas, acabe com essa moleza. Beba!

Ópio e o cramulhão

Acabei de postar um texto das antigas lá na Revista Paradoxo. Começa assim:

Solidão é uma merda. Cabeça vazia, oficina do diabo, dizem. E estão certíssimos. A solidão, por sua vez, é um ateliê para o cramulhão, o ziza, o demo, o coisa-ruim, o belzebu, o capeta em si. E em minha cabeça, agora ele faz morada – e que casa espaçosa tem o demônio. Haja espaço para ele se divertir, se rasgar de rir, fazer-se às minhas custas. E eis que chega o tal capeta e sopra ao meu ouvido: “dedique aquela música para ela”. Bastou (…)

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Ópio no Café da semana

Um dia, ela me disse que nunca mais iria amar. Havia desistido dessa mania boba de se apaixonar por uma pessoa, fazer planos mirabolantes para os anos seguintes, pensar nela por horas e horas sem parar, acordar com a imagem dela na cabeça como se ela mesmo tivesse vindo te acordar com um beijo na testa para não perder a hora, querer filhos com seus genes, conhecer até o último representante da sua imensa família, ser o porto seguro de alguém nas horas difíceis e a primeira pessoa pra quem ela vai ligar quando receber uma boa notícia. Não queria mais nada disso (…)

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Ópio para agora

“Instinto”, texto inédito na Revista Paradoxo.

(…) Quando te vi naquela boate esfumaçada, atrás de uma pilha de copos e garrafas vazias, alguma coisa pareceu apitar dentro de mim. Era muito mais do que uma simples atração. Você era linda, claro, e aquele vestido de listras vermelhas e brancas só fazia com que isso parecesse mais evidente. Mas o que eu senti quando te vi ia muito além dessa simples constatação. Era uma certeza daquelas que a gente só sabe porque sabe, e nem explicar consegue. Era uma certeza absoluta. (…)

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Ópio revisitado

Resolvi postar novamente um texto de 2007 (acho) lá na Ópio no Café da Paradoxo.
(…) Pegue a cena: um casal de namorados termina repentinamente o namoro. Ninguém entende muito bem, os dois explicam aos tropeções que o relacionamento estava estranho, que estavam cansados, precisavam de um tempo, e aquela balela toda. De olho na garota já há um bom tempo, um segundo rapaz vê a sua chance chegar. Aproxima-se da menina, fragilizada pelo fim do relacionamento, tenta seduzi-la e, bingo!, conquista a moça. Tudo o que ele sonhou em boa parte da vida estava acontecendo: ela era dele, e com certeza o rapaz vai dedicar todas as suas forças e horas para manter vivo esse sonho colorido.
Aí, num belo e ensolarado dia, a menina dá, sem cerimônia, a notícia mais temida pelo rapaz: está voltando com o ex-namorado. Incrédulo, traído, solitário, abandonado, deixado de lado, renegado… adjetivos não faltam para o rapaz, completamente desolado com o ocorrido. Ela, que no fundo ainda era apaixonada pelo namorado, simplesmente viu de quem realmente gostava, e entregou-se novamente ao seu amado. Claro, em momento algum ela se preocupou com o que o segundo rapaz pensava, o que ele sentia ou quais eram seus interesses em relação a ela. Até pediu desculpas pela mudança repentina, mas o que ela queria mesmo era fugir correndo para os braços do seu grande amor.

Pronto. Assim, de um minuto para o outro, está criada uma pessoa de intervalo. (…)

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