Coluna B, dia 28/08

Especial: Os melhores discos dos quatro anos de Coluna B

No dia 26 de agosto de 2006, ocupando toda a última página do Caderno Dois de A Gazeta, uma coluna versava, cheia de “pra-quê-isso”, sobre as bandas indie de pop rock da Escócia. Com o simpático título de “Escócia, uma país fofo”, a Coluna B estreava no jornal falando sobre Aberfeldy, uísque, Belle & Sebastian, kilt, Camera Obscura e outros esquemas variados. Hoje, quatro anos depois, cá estamos, firmes atrás das novidades musicais para passar para você, leitor, todo santo sábado. Mas, eu me pergunto, e talvez vocês também se perguntem: quais os melhores discos que já passaram pela Coluna B? Resolvi então trazê-los de volta para comemorar nosso aniversário. Se você esteve em outra galáxia nos últimos quatro anos, se prepare: vem aí a nata da música moderna. Se esteve aqui, lendo a Coluna B sempre, de vez em quando ou quase nunca, não há muitas surpresas. Mas música, quando é boa de verdade, não cansa jamais.

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In Rainbows – Radiohead (2007)

No mercado, marcou história com um sistema inédito: o comprador escolhia quanto queria pagar pelo disco. Já na música, é o melhor e mais belo disco do Radiohead desde o histórico “Ok Computer”.

Neon Bible – Arcade Fire (2007)

Se músicas como “My Body Is A Cage”, “Intervention” e “Ocean of Noise” não significam nada para você, posso afirmar sem medo que existe uma lacuna a ser preenchida na sua vida. Ainda é tempo.

The Xx – The Xx (2009)

Quatro ingleses de pouco mais de vinte anos despontam do nada um disco envolvente, que certamente ajudará a definir o som da segunda década deste século

The Suburbs – Arcade Fire (2010)

É, o Arcade Fire de novo. Outro trabalho sensacional, desta vez menos dark, mais rápido e totalmente voltado para o passado da vida calma nos subúrbios canadenses. Outra obra-prima.

Dear Science – TV on the Radio (2008)

Quem disse que o rock nunca se renova? Com um trabalho inspiradíssimo, variando entre muitas pancadas e alguns afagos gentis, ninguém foi mais contundente em 2008 do que esses novaiorquinos.

The Trials of Van Occupanther – Midlake (2006)

O Midlake assombrou o mundo com esse disco. Cordas, pausas, melodias finas e uma música que ficaria na memória para todo o sempre, “Roscoe”.

Back to Black – Amy Winehouse (2007)

Hoje, Amy é mais conhecida pelas besteiras que arrola pela vida. Mas, lá pelos idos de 2007, ela despontou com esse disco pelo talento incrível e canções sensacionais. Fique com essa parte.

Everything All the Time – Band of Horses (2006)

A estreia do Band of Horses foi além do que qualquer um poderia esperar. O estilo sulista do grupo, combinando voz suave e melodias puxadas pro country, conquistou muitos fãs.

Third – Portishead (2008)

A esperança de finalmente ouvir de novo a voz de Beth Gibbons nunca esmoreceu. E, quando “Third” chegou, onze anos após o disco anterior, percebemos que valeu a pena aguardar.

Odd Blood – Yeasayer (2010)

Tudo que você gostaria de ouvir de uma banda esquisita, dançante, sensível e vanguardista está aqui. O segundo disco dos americanos é bom do começo ao fim, sem tirar uma vírgula.

Checkmate Savage – The Phantom Band (2009)

Os escoceses começaram a carreira mostrando porque o rock é um estilo imortal. Muitas ideias na cabeça e guitarra, baixo, bateria e teclado nas mãos. Pronto, um discaço.

Armchair Apocrypha – Andrew Bird (2007)

Violinista, o americano Andrew Bird cantou a vida de maneira muito singular, abusando das cordas e da sensacional tendência a fazer belíssimas melodias. Campeão.

Through the Windowpane – Guillemots (2006)

O disco que lançou o Guillemots prometia uma carreira brilhante. “Trains To Brazil” se tornou um clássico, “Made Up Love Song #43” virou hino. O resto é história.

Favorite Worst Nightmare – Arctic Monkeys (2007)

Molecada boa que já tinha deixado todo mundo de ouvidos aguçados na estreia, os ingleses mostraram com esse segundo disco que estavam longe de ser apenas mais uma banda no mundo.

High Violet – The National (2010)

Não há aqui uma só canção que não nos deixe impressionado em algum momento. Seja a voz poética de Berninger, os arranjos carregados ou as letras mundanas, tudo funciona perfeitamente bem.

“9 Sonhos” e “Les Tics” – Lestics (2007)

Discos irmãos, filhos dos mesmos pais: o Lestics, banda paulistana que se esmera na produção de canções de belezas infinitas, com letras interessantes e arranjos simples e belos. Imperdível.

I Love Your Glasses – Russian Red (2008)
Uma surpresa muito gratificante, encontrada perdida em um blog de Barcelona. Essa espanhola, que canta em inglês com um sotaque adorável, é talento puro.

Fall Down – CALLmeKAT (2009)

Direto da Noruega, essa cantora fascinada por gatas (até na hora de escolher um cover, como “The Love Cats”, do Cure) brinca com barulhinhos, miados e melodias irresistíveis.

Happy Hollow – Cursive (2006)

Frenético, pesado, completamente imprevisível. Do nada, explodem metais por todos os lados, guitarras barulhentas se debulham, e então o ritmo é quebrado novamente. Um disco lindo.

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Recebem menção honrosa (mas mereciam mesmo é uma nova página só pra eles) os incríveis Bitte Orca – Dirty Projectors (2009), Sou – Marcelo Camelo (2008), Vanguart – Vanguart (2007), Volume 1 – She & Him (2008), Wolfgang Amadeus Phoenix – Phoenix (2009). Someone to Drive Me Home – The Long Blondes (2006), Efêmera – Tulipa Ruiz (2010).

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