Ópio revisitado

Resolvi postar novamente um texto de 2007 (acho) lá na Ópio no Café da Paradoxo.
(…) Pegue a cena: um casal de namorados termina repentinamente o namoro. Ninguém entende muito bem, os dois explicam aos tropeções que o relacionamento estava estranho, que estavam cansados, precisavam de um tempo, e aquela balela toda. De olho na garota já há um bom tempo, um segundo rapaz vê a sua chance chegar. Aproxima-se da menina, fragilizada pelo fim do relacionamento, tenta seduzi-la e, bingo!, conquista a moça. Tudo o que ele sonhou em boa parte da vida estava acontecendo: ela era dele, e com certeza o rapaz vai dedicar todas as suas forças e horas para manter vivo esse sonho colorido.
Aí, num belo e ensolarado dia, a menina dá, sem cerimônia, a notícia mais temida pelo rapaz: está voltando com o ex-namorado. Incrédulo, traído, solitário, abandonado, deixado de lado, renegado… adjetivos não faltam para o rapaz, completamente desolado com o ocorrido. Ela, que no fundo ainda era apaixonada pelo namorado, simplesmente viu de quem realmente gostava, e entregou-se novamente ao seu amado. Claro, em momento algum ela se preocupou com o que o segundo rapaz pensava, o que ele sentia ou quais eram seus interesses em relação a ela. Até pediu desculpas pela mudança repentina, mas o que ela queria mesmo era fugir correndo para os braços do seu grande amor.

Pronto. Assim, de um minuto para o outro, está criada uma pessoa de intervalo. (…)

Quer ler tudo? Cola lá.

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