Coluna B, dia 25/07

As “EP Girls”
Dizem que é moda, mas pra mim está mais para um sinal importante da atual movimentação do mercado musical. O fato é que muitos artistas iniciantes estão lançando EPs antes de tentar um disco cheio, como se fazia normalmente alguns anos atrás. Atualmente, o motivo pra usar esse tipo de “disco” (que não é um pequeno vinil como antigamente e às vezes nem formato físico recebe, ficando restrito a apenas um pacote de MP3 disponível para download) é não apenas apresentar um artista que ainda possui poucas faixas, mas também se adequar ao novo estilo de consumir música, quando as pessoas ouvem cada vez menos um disco “cheio”, com mais de 30 minutos e 10 faixas.
O mais curioso é notar a quantidade de meninas que usam os EPs para promoção de sua carreia. São jovens cantoras em busca de mais e mais ouvidos que escutem suas músicas, e elas geralmente os encontram em sites e blogs especializados em música e troca de arquivos. É quase um novo nicho, se levarmos em conta que as tais moças também têm em comum os estilos musicais, que vão desde o folk, passando pelo pop acústico, o pop rock, o indie pop e o dream pop – que poderiam ter todos o mesmo nome e ninguém nem ousaria dizer que há diferença. É preciso que se diga: algumas dessas moças são verdadeiros achados.
Kate Earl
Meio americana, meio filipina, Kate Earl literalmente se apresentou por meio de um EP. O disco “Introducing Kate Earl” traz quatro músicas da jovem cantora que parece ter nascido com a música pop no sangue. “Melody” é bonita, singela, enquanto “All I Ever Wanted” flerta com as pistas e as outras duas faixas mostram um pouco do que a moça, que é lá do Alasca, é capaz.
Hannah Scott & John Carden
Hannah Scott era uma artista solo, com disco lançado em 2007 e tudo mais. Mas quando conheceu John Carden tudo mudou. A moça forma com o rapaz a dupla que recebe seus nomes e que lançou esse ano “Falling Into Spring”, um EP singelo, com cinco faixas de fazer os olhos marejarem. Violões e piano são os únicos a acompanhar as belas vozes da dupla, que se entrelaçam de uma forma conquistadora.
Susie Suh
Meio coreana, meio americana, a cantora Susie Suh tem uma voz maravilhosa, lembrando algo como Cat Power e Regina Spektor. Mais do que isso, ela possui um senso melódico de dar inveja. Com um violão a postos, então, é impossível deixá-la passar. Suh tem o projeto de lançar um EP, “The Bakman Tapes”, em duas partes. A primeira já está na internet, e é maravilhosa. A segunda está sendo gravada e sai muito em breve.
Natalie Prass
“Small & Sweet” não é apenas o nome do EP desta americana, é também a descrição perfeita para este trabalho. Curta duração, mas delicioso a perder de vista. Ela mesmo define seu som como folk pop, e o uso de violinos enxertados no meio do combinado violão + piano + voz comprova. Qualidade nos arranjos e nas melodias deixam água na boca de quem ouve as seis faixas do EP de Natalie Prass. O negócio é aguardar por mais.
Laura Jansen
Responda rápido: quantas cantoras holandesas você conhece? Eu só conheço esta. E ela nem mora mais na Holanda. Mas, e daí? O que importa para esta beleza de cantora é a voz de tirar o fôlego, as melodias inspiradas que cria e seus dois EPs, “Trauma” (2007) e “Single Girls” (2009). Uma das grandes promessas para os próximos anos, percorrendo o circuito dream pop com categoria de veterana e empolgação de iniciante. “Soljah”, do primeiro disco, e “Single Girls”, do segundo, são pérolas indispensáveis hoje em dia na playlist deste colunista babão.
Deradoorian
Falei algumas semanas atrás do fantástico “Bitte Orca”, do Dirty Projectors, e agora falo de “Mind Raft”, de Angel Deradoorian. O que conecta as duas coisas é que Angel, que aqui usa só seu sobrenome, é uma das integrantes do Dirty Projectors, Em sua estreia solo, a moça não fugiu dos caminhos intrincados que sua banda escolhe às vezes, mas condensou muitas de suas influências neste belo EP. “High Road”, “Holding Pattern” e “Weed Jam” comprovam as boas escolhas de Deradoorian.
Marina and the Diamonds
Ela se chama Marina Diamandis, mas aproveitou para incluir um pouco de glamour em seu nome artístico com os tais diamantes. Nem precisava. A bela morena, que ainda jura não ser um robô em seu single de estreia, se destaca pelos arranjos recheados de detalhes e pela voz potente, decidida. “The Crown Jewels”, seu primeiro EP, anda fazendo bastante sucesso e, dizem, é o nome de Marina que vai brilhar na virada de 2009 para 2010. Veremos.

As “EP Girls”

Dizem que é moda, mas pra mim está mais para um sinal importante da atual movimentação do mercado musical. O fato é que muitos artistas iniciantes estão lançando EPs antes de tentar um disco cheio, como se fazia normalmente alguns anos atrás. Atualmente, o motivo pra usar esse tipo de “disco” (que não é um pequeno vinil como antigamente e às vezes nem formato físico recebe, ficando restrito a apenas um pacote de MP3 disponível para download) é não apenas apresentar um artista que ainda possui poucas faixas, mas também se adequar ao novo estilo de consumir música, quando as pessoas ouvem cada vez menos um disco “cheio”, com mais de 30 minutos e 10 faixas.

O mais curioso é notar a quantidade de meninas que usam os EPs para promoção de sua carreia. São jovens cantoras em busca de mais e mais ouvidos que escutem suas músicas, e elas geralmente os encontram em sites e blogs especializados em música e troca de arquivos. É quase um novo nicho, se levarmos em conta que as tais moças também têm em comum os estilos musicais, que vão desde o folk, passando pelo pop acústico, o pop rock, o indie pop e o dream pop – que poderiam ter todos o mesmo nome e ninguém nem ousaria dizer que há diferença. É preciso que se diga: algumas dessas moças são verdadeiros achados.

Kate Earl

Meio americana, meio filipina, Kate Earl literalmente se apresentou por meio de um EP. O disco “Introducing Kate Earl” traz quatro músicas da jovem cantora que parece ter nascido com a música pop no sangue. “Melody” é bonita, singela, enquanto “All I Ever Wanted” flerta com as pistas e as outras duas faixas mostram um pouco do que a moça, que é lá do Alasca, é capaz.

Hannah Scott & John Carden

Hannah Scott era uma artista solo, com disco lançado em 2007 e tudo mais. Mas quando conheceu John Carden tudo mudou. A moça forma com o rapaz a dupla que recebe seus nomes e que lançou esse ano “Falling Into Spring”, um EP singelo, com cinco faixas de fazer os olhos marejarem. Violões e piano são os únicos a acompanhar as belas vozes da dupla, que se entrelaçam de uma forma conquistadora.

Susie Suh

Meio coreana, meio americana, a cantora Susie Suh tem uma voz maravilhosa, lembrando algo como Cat Power e Regina Spektor. Mais do que isso, ela possui um senso melódico de dar inveja. Com um violão a postos, então, é impossível deixá-la passar. Suh tem o projeto de lançar um EP, “The Bakman Tapes”, em duas partes. A primeira já está na internet, e é maravilhosa. A segunda está sendo gravada e sai muito em breve.

Natalie Prass

“Small & Sweet” não é apenas o nome do EP desta americana, é também a descrição perfeita para este trabalho. Curta duração, mas delicioso a perder de vista. Ela mesmo define seu som como folk pop, e o uso de violinos enxertados no meio do combinado violão + piano + voz comprova. Qualidade nos arranjos e nas melodias deixam água na boca de quem ouve as seis faixas do EP de Natalie Prass. O negócio é aguardar por mais.

Laura Jansen

Responda rápido: quantas cantoras holandesas você conhece? Eu só conheço esta. E ela nem mora mais na Holanda. Mas, e daí? O que importa para esta beleza de cantora é a voz de tirar o fôlego, as melodias inspiradas que cria e seus dois EPs, “Trauma” (2007) e “Single Girls” (2009). Uma das grandes promessas para os próximos anos, percorrendo o circuito dream pop com categoria de veterana e empolgação de iniciante. “Soljah”, do primeiro disco, e “Single Girls”, do segundo, são pérolas indispensáveis hoje em dia na playlist deste colunista babão.

Deradoorian

Falei algumas semanas atrás do fantástico “Bitte Orca”, do Dirty Projectors, e agora falo de “Mind Raft”, de Angel Deradoorian. O que conecta as duas coisas é que Angel, que aqui usa só seu sobrenome, é uma das integrantes do Dirty Projectors, Em sua estreia solo, a moça não fugiu dos caminhos intrincados que sua banda escolhe às vezes, mas condensou muitas de suas influências neste belo EP. “High Road”, “Holding Pattern” e “Weed Jam” comprovam as boas escolhas de Deradoorian.

Marina and the Diamonds

Ela se chama Marina Diamandis, mas aproveitou para incluir um pouco de glamour em seu nome artístico com os tais diamantes. Nem precisava. A bela morena, que ainda jura não ser um robô em seu single de estreia, se destaca pelos arranjos recheados de detalhes e pela voz potente, decidida. “The Crown Jewels”, seu primeiro EP, anda fazendo bastante sucesso e, dizem, é o nome de Marina que vai brilhar na virada de 2009 para 2010. Veremos.

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