Coluna B, 23/05

Após várias semanas sendo publicada apenas na internet, a Coluna B voltou aos jornais no último sábado. Ainda não dá pra dizer que ela voltou de vez – com essa crise, cada semana é uma nova incógnita. Mas tomara que continue assim. De qualquer forma, aí vai o texto completo da Coluna B de sábado passado, sem cortes.

Abrindo mais um espacinho no coração
Antes de mais nada, esta é uma coluna confessional. Nada de terceira pessoa, nem de me esquivar da verdade. Uma coluna direta, com direito a mea culpa e sem vergonha de assumir os fatos que o são simplesmente porque o são. Dito isso, começo: eu sou uma eterna repetição. Sim, eu sou assim. Vivo fazendo de novo e de novo as mesmas coisas, copiando de mim mesmo, sem pensar, ou mesmo quando penso bastante. Antes que você se assuste: é claro que estou falando de música. Explico. Em 2007, caí de amores por uma mulher. Ela exalava beleza e sentimento por toda parte, além de ser extremamente criativa, cuidadosa com as palavras e com tudo que a cercava. Seu nome era Joan Wasser, mas ela era conhecida pela alcunha Joan As Police Woman. O disco pelo qual me apaixonei cegamente (mas nunca surdamente) se chama “Real Life”, e eu não conseguia parar de ouvi-lo um instante sequer. E ainda ouço, ainda que com um pouco menos de urgência.
Agora, o ano é 2009. Em uma das muitas jogadas de rede em sites de mp3, baixo um disco por me afeiçoar pela capa, apenas o rosto branco e esguio de uma moça de cabelos curtos, e pelo nome do projeto, St. Vincent. Curioso, logo me coloquei a escutar aquele álbum misterioso, sobre o qual ainda não tinha visto nem lido nada em lugar nenhum. Observei logo depois o nome da bolachinha: “Actor”. Maravilhado com as primeiras músicas, saí à caça de mais informações sobre a moça de voz decidida e graciosa que ecoava sem parar no meu fone de ouvido. Logo percebi que havia, por algum acaso do universo, certas semelhanças entre ela e a minha antiga paixão, Joan Wasser. Primeiro de tudo, o curioso nome do projeto. Seu verdadeiro nome é Annie Clark, ela tem 27 anos, é do Texas. Mais uma semelhança: as duas foram backing vocals e participaram de projetos importantes: enquanto Wasser trabalhou com Scissors Sisters e Lou Reed, Clark já fez parte do Polyphonic Spree e da banda do gênio Sufjan Stevens.
Outra característica que as duas dividiam é a forma descompromissada de compor. Assim como as de Joan, as canções de Clark passeiam por estilos e formatos sem se atracarem a nenhum em particular, tornando o conjunto de músicas bastante variado e muito bem amarrado. Ela é tão boa escrevendo letras quanto emoldurando acordes, e não é à toa que assina sozinha todas as faixas de “Actor”, disco que, eu descobriria depois, é o segundo de sua carreira solo – o primeiro é “Marry Me”, de 2007. O talento incontestável da moça aparece em cada delicada passagem de estilos, em cada refrão confeccionado com ardor. Desde “The Strangers”, faixa que abre o disco, já conseguimos perceber o que o álbum pode proporcionar: a faixa é aberta com um coral angelical, passa por períodos de uma beleza etérea impressionante, com teclados à frente e sinos ao fundo, para depois descambar para um combinado de guitarras esporrentas e bateria ritmada que simplesmente funde a cabeça de quem escuta.
Para deixar “Actor” redondinho, Annie Clark lançou mão dos serviços do produtor John Congleton, que já trabalhou com o Modest Mouse, Smog e o próprio Polyphonic Spree. Apesar de ter feito questão de tocar guitarra, baixo e teclado em todas as faixas, diversos convidados especiais estão presentes nos registros (alguém se lembrou da Joan As Police Woman novamente? Eu sim): Hideaki Aomori (Sufjan Stevens), Alex Sopp (Björk), McKenzie Smith e Paul Alexander (Midlake), além de outros músicos contribuindo com arpa, violino, percussão e sarongi, um instrumento indiano. Além, é claro, da belíssima voz de Clark que tempera tudo com uma doçura poderosa, passando longe do descartável e se embrenhando sem medo no território sagrado das grandes cantoras contemporâneas, como Regina Spektor, Fiona Apple, Shara Worden (My Brightest Diamond), Björk, Feist, Cat Power e, claro, a minha queridíssima Joan Wasser.
A primeira faixa de trabalho do St. Vincent foi a magnífica “Actor Out of Work”, uma música pungente, que se aloja na nossa lembrança quase que imediatamente, apesar de estar longe de ser uma música simples. A levada de rock, com bateria, baixo e guitarra se encontrando, é completada por sintetizadores barulhentos. O refrão perfeito é uma aula de música pop, de como utilizar o crescendo de uma canção para torná-la inesquecível. Do outro lado há baladas devastadoras como “The Party”, uma celebração da capacidade emocional de uma música, com letra e melodia se moldando aos nossos ouvidos; a misteriosa e linda “The Sequel”, que fecha o disco; “The Bed” e seus tambores que ecoam ao lado de acordes e barulhos que lembram algum tipo de ritual dentro de uma floresta; e a imprevisível “Black Rainbow”, com seu jogo de cordas que leva o ouvinte aos céus em questão de minutos e o final apoteótico, arrebentando tudo como se esta fosse a última música a ser tocada antes do fim do mundo.
Sempre primando por uma atmosfera de estranheza e surpresas em torno de suas canções, Clark também se destaca com criatividade nos arranjos de belas músicas como “The Neighbors”, a implacável “Save Me From What I Want”, a radiofônica e de letra excelente “Laughing With A Mouth of Blood”, a suave “Just the Same But Brand New” e “Marrow”, agitada e com um refrão capaz de levantar multidões. É simplesmente impossível não se deixar levar pelas canções de “Actor”, um álbum onde o St Vincent faz uso do lado mais intrincado que o pop pode ter para formar um grupo de pérolas. Para mim é, sem sombra de dúvidas, um dos mais valiosos discos lançados em 2009 até aqui. E se eu me apaixonei dessa forma pela voz e pelas invencionices de Annie Clark, garanto que você também pode cair de amores por ela. Espero que a Joan Wasser não fique com ciúmes. No meu coração, e no meu iPod, tem lugar para todas elas.
Notinhas
iTunes Festival
A Apple está dando mais um passo para chegar ao domínio total e irrestrito do mundo (hehe). É o iTunes Live, de formato diferenciado e megalomaníaco. Tudo bem que 2009 vai ser a terceira edição do festival, mas esta é certamente a mais diferente. Durante todo o mês de julho, dezenas de bandas vão tocar de graça na casa de shows Roadhouse, em Londres. Os convites serão sorteados pelo Facebook, e as apresentações serão gravadas e vendidas depois pela loja online do iTunes. E mais: no dia do show, tudo poderá ser visto por meio de vídeos ou ouvido em transmissões ao vivo. A Apple já avisou que há muitos nomes a serem anunciados, mas os primeiros já começam a surgir e trazem nada menos que Oasis, Kasabian, Flo Rida, The Saturdays, Paolo Nutini e Snow Patrol. Quer acompanhar tudo: vá no site do festival (http://www.ituneslive.co.uk) e fique por dentro de tudo.
Novidades à vista
O Blur anunciou que vai lançar no mês que vem um novo disco. Mas, calma, é apenas uma coletânea. “Midlife: A Begginer’s Guide to Blur” vai ser duplo e contendo 25 faixas que vazem uma varredura nos sete álbuns de estúdio da banda. /// Quem anunciou que está em gravações para disco de inéditas é o Radiohead. A banda já prepara o sucessor do histórico “In Rainbows”, mas apenas para o ano que vem. Já estou ansioso. /// “Satellite Skin” é o nome do novo single do Modest Mouse, presente no próximo disco da banda – um EP, a ser lançado em agosto, chamado “No One’s First and You’re Next”. Adorei a música, mas gostei ainda mais do nome do disco, hehe. /// Paul banks, do Interpol, finalmente revelou mais notícias sobre “Julian Plenti is… Skyscraper”, seu disco solo. O trabalho sai em 4 de agosto pela Matador (antiga gravadora de sua banda), com onze faixas e uma tal “inspiração tecnológica”, seja lá o que isso significa. Banks disse ainda que já havia tocado sob o pseudônimo de julian Plenti outras vezes, no fim da década de 90, antes do Interpol estourar. /// Mike Patton, além de ter voltado com o Faith No More e se reunido com Tunde Adebimpe (TV On The Radio) e Doseone (Subtle) em um projeto de vocalizações ainda sem nome, vai participar de um curioso projeto multimídia capitaneado por ninguém menos que Alan Moore, chamado de “Unearthing” e  possivelmente autobiográfico sobre o autor de “Watchmen”. Isso eu quero ver.
Todo mundo tem que ouvir
A bela dinamarquesa Katrine Ottosen precisava de um nome que combinasse não apenas com sua estampa favorecida pela natureza, como com sua linda voz e seu fantástico senso melódico. E então, ela batizou o seu projeto de CALLmeKAT. Fofo, né?
Mas bom, bom mesmo, com gosto, com sabores suaves e inesquecíveis, é o som que a moça produz. E o faz sozinha, acompanhada por um notebook, um teclado e aleatoriamente por amigos. Ouça o disco “Fall Down”, primeiro dela, e entenda. Obrigatório.
Playlist
Franz Ferdinand – Die on the Floor
Hotels – Leilani
Cutaways – Hey, Map My Way
Passion Pit – Little Secrets
Iron & Wine – Sacred Visions
Wilco – Wilco (The Song)
The Phantom Band – Island
God Help The Girl – I Just Want His Jeans
Sonic Youth – What We Know
Bowerbirds – House of Diamonds

Abrindo mais um espacinho no coração

Antes de mais nada, esta é uma coluna confessional. Nada de terceira pessoa, nem de me esquivar da verdade. Uma coluna direta, com direito a mea culpa e sem vergonha de assumir os fatos que o são simplesmente porque o são. Dito isso, começo: eu sou uma eterna repetição. Sim, eu sou assim. Vivo fazendo de novo e de novo as mesmas coisas, copiando de mim mesmo, sem pensar, ou mesmo quando penso bastante. Antes que você se assuste: é claro que estou falando de música. Explico. Em 2007, caí de amores por uma mulher. Ela exalava beleza e sentimento por toda parte, além de ser extremamente criativa, cuidadosa com as palavras e com tudo que a cercava. Seu nome era Joan Wasser, mas ela era conhecida pela alcunha Joan As Police Woman. O disco pelo qual me apaixonei cegamente (mas nunca surdamente) se chama “Real Life”, e eu não conseguia parar de ouvi-lo um instante sequer. E ainda ouço, ainda que com um pouco menos de urgência.

Agora, o ano é 2009. Em uma das muitas jogadas de rede em sites de mp3, baixo um disco por me afeiçoar pela capa, apenas o rosto branco e esguio de uma moça de cabelos curtos, e pelo nome do projeto, St. Vincent. Curioso, logo me coloquei a escutar aquele álbum misterioso, sobre o qual ainda não tinha visto nem lido nada em lugar nenhum. Observei logo depois o nome da bolachinha: “Actor”. Maravilhado com as primeiras músicas, saí à caça de mais informações sobre a moça de voz decidida e graciosa que ecoava sem parar no meu fone de ouvido. Logo percebi que havia, por algum acaso do universo, certas semelhanças entre ela e a minha antiga paixão, Joan Wasser. Primeiro de tudo, o curioso nome do projeto. Seu verdadeiro nome é Annie Clark, ela tem 27 anos, é do Texas. Mais uma semelhança: as duas foram backing vocals e participaram de projetos importantes: enquanto Wasser trabalhou com Scissors Sisters e Lou Reed, Clark já fez parte do Polyphonic Spree e da banda do gênio Sufjan Stevens.

Outra característica que as duas dividiam é a forma descompromissada de compor. Assim como as de Joan, as canções de Clark passeiam por estilos e formatos sem se atracarem a nenhum em particular, tornando o conjunto de músicas bastante variado e muito bem amarrado. Ela é tão boa escrevendo letras quanto emoldurando acordes, e não é à toa que assina sozinha todas as faixas de “Actor”, disco que, eu descobriria depois, é o segundo de sua carreira solo – o primeiro é “Marry Me”, de 2007. O talento incontestável da moça aparece em cada delicada passagem de estilos, em cada refrão confeccionado com ardor. Desde “The Strangers”, faixa que abre o disco, já conseguimos perceber o que o álbum pode proporcionar: a faixa é aberta com um coral angelical, passa por períodos de uma beleza etérea impressionante, com teclados à frente e sinos ao fundo, para depois descambar para um combinado de guitarras esporrentas e bateria ritmada que simplesmente funde a cabeça de quem escuta.

Para deixar “Actor” redondinho, Annie Clark lançou mão dos serviços do produtor John Congleton, que já trabalhou com o Modest Mouse, Smog e o próprio Polyphonic Spree. Apesar de ter feito questão de tocar guitarra, baixo e teclado em todas as faixas, diversos convidados especiais estão presentes nos registros (alguém se lembrou da Joan As Police Woman novamente? Eu sim): Hideaki Aomori (Sufjan Stevens), Alex Sopp (Björk), McKenzie Smith e Paul Alexander (Midlake), além de outros músicos contribuindo com arpa, violino, percussão e sarongi, um instrumento indiano. Além, é claro, da belíssima voz de Clark que tempera tudo com uma doçura poderosa, passando longe do descartável e se embrenhando sem medo no território sagrado das grandes cantoras contemporâneas, como Regina Spektor, Fiona Apple, Shara Worden (My Brightest Diamond), Björk, Feist, Cat Power e, claro, a minha queridíssima Joan Wasser.

A primeira faixa de trabalho do St. Vincent foi a magnífica “Actor Out of Work”, uma música pungente, que se aloja na nossa lembrança quase que imediatamente, apesar de estar longe de ser uma música simples. A levada de rock, com bateria, baixo e guitarra se encontrando, é completada por sintetizadores barulhentos. O refrão perfeito é uma aula de música pop, de como utilizar o crescendo de uma canção para torná-la inesquecível. Do outro lado há baladas devastadoras como “The Party”, uma celebração da capacidade emocional de uma música, com letra e melodia se moldando aos nossos ouvidos; a misteriosa e linda “The Sequel”, que fecha o disco; “The Bed” e seus tambores que ecoam ao lado de acordes e barulhos que lembram algum tipo de ritual dentro de uma floresta; e a imprevisível “Black Rainbow”, com seu jogo de cordas que leva o ouvinte aos céus em questão de minutos e o final apoteótico, arrebentando tudo como se esta fosse a última música a ser tocada antes do fim do mundo.

Sempre primando por uma atmosfera de estranheza e surpresas em torno de suas canções, Clark também se destaca com criatividade nos arranjos de belas músicas como “The Neighbors”, a implacável “Save Me From What I Want”, a radiofônica e de letra excelente “Laughing With A Mouth of Blood”, a suave “Just the Same But Brand New” e “Marrow”, agitada e com um refrão capaz de levantar multidões. É simplesmente impossível não se deixar levar pelas canções de “Actor”, um álbum onde o St Vincent faz uso do lado mais intrincado que o pop pode ter para formar um grupo de pérolas. Para mim é, sem sombra de dúvidas, um dos mais valiosos discos lançados em 2009 até aqui. E se eu me apaixonei dessa forma pela voz e pelas invencionices de Annie Clark, garanto que você também pode cair de amores por ela. Espero que a Joan Wasser não fique com ciúmes. No meu coração, e no meu iPod, tem lugar para todas elas.

Notinhas

iTunes Festival

A Apple está dando mais um passo para chegar ao domínio total e irrestrito do mundo (hehe). É o iTunes Live, de formato diferenciado e megalomaníaco. Tudo bem que 2009 vai ser a terceira edição do festival, mas esta é certamente a mais diferente. Durante todo o mês de julho, dezenas de bandas vão tocar de graça na casa de shows Roadhouse, em Londres. Os convites serão sorteados pelo Facebook, e as apresentações serão gravadas e vendidas depois pela loja online do iTunes. E mais: no dia do show, tudo poderá ser visto por meio de vídeos ou ouvido em transmissões ao vivo. A Apple já avisou que há muitos nomes a serem anunciados, mas os primeiros já começam a surgir e trazem nada menos que Oasis, Kasabian, Flo Rida, The Saturdays, Paolo Nutini e Snow Patrol. Quer acompanhar tudo: vá no site do festival (http://www.ituneslive.co.uk) e fique por dentro de tudo.

Novidades à vista

O Blur anunciou que vai lançar no mês que vem um novo disco. Mas, calma, é apenas uma coletânea. “Midlife: A Begginer’s Guide to Blur” vai ser duplo e contendo 25 faixas que vazem uma varredura nos sete álbuns de estúdio da banda. /// Quem anunciou que está em gravações para disco de inéditas é o Radiohead. A banda já prepara o sucessor do histórico “In Rainbows”, mas apenas para o ano que vem. Já estou ansioso. /// “Satellite Skin” é o nome do novo single do Modest Mouse, presente no próximo disco da banda – um EP, a ser lançado em agosto, chamado “No One’s First and You’re Next”. Adorei a música, mas gostei ainda mais do nome do disco, hehe. /// Paul banks, do Interpol, finalmente revelou mais notícias sobre “Julian Plenti is… Skyscraper”, seu disco solo. O trabalho sai em 4 de agosto pela Matador (antiga gravadora de sua banda), com onze faixas e uma tal “inspiração tecnológica”, seja lá o que isso significa. Banks disse ainda que já havia tocado sob o pseudônimo de julian Plenti outras vezes, no fim da década de 90, antes do Interpol estourar. /// Mike Patton, além de ter voltado com o Faith No More e se reunido com Tunde Adebimpe (TV On The Radio) e Doseone (Subtle) em um projeto de vocalizações ainda sem nome, vai participar de um curioso projeto multimídia capitaneado por ninguém menos que Alan Moore, chamado de “Unearthing” e  possivelmente autobiográfico sobre o autor de “Watchmen”. Isso eu quero ver.

Todo mundo tem que ouvir

A bela dinamarquesa Katrine Ottosen precisava de um nome que combinasse não apenas com sua estampa favorecida pela natureza, como com sua linda voz e seu fantástico senso melódico. E então, ela batizou o seu projeto de CALLmeKAT. Fofo, né?

Mas bom, bom mesmo, com gosto, com sabores suaves e inesquecíveis, é o som que a moça produz. E o faz sozinha, acompanhada por um notebook, um teclado e aleatoriamente por amigos. Ouça o disco “Fall Down”, primeiro dela, e entenda. Obrigatório.

Playlist

Franz Ferdinand – Die on the Floor

Hotels – Leilani

Cutaways – Hey, Map My Way

Passion Pit – Little Secrets

Iron & Wine – Sacred Visions

Wilco – Wilco (The Song)

The Phantom Band – Island

God Help The Girl – I Just Want His Jeans

Sonic Youth – What We Know

Bowerbirds – House of Diamonds

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