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Ópio no Café e a nova Paradoxo
A Paradoxo voltou. Finalmente, após um período de mudanças e adaptações no qual a minha coluna esteve preguiçosamente ativa, o Mark apresentou as mudanças, que já começam pelo endereço. Anote a nova casa:
Além do endereço novo, também temos mudanças editoriais, de layout, formato, etc. Tudo novo. Vale a pena dar uma sacada pra conhecer.
A coluna Ópio no Café continua por lá, agora com formato ligeiramente diferente, mas com a mesma intenção. A dessa semana está aqui, ó: “Há Tempos”.
Espero vocês lá.
P.S.: antes que eu me esqueça, os textos antigos da minha coluna continuam neste link aqui, caso alguém queira ler. =)
Coachella de verdade
Na semana passada, um poster do Coachella 2010 (megafestival que rola em Indio, na Califórnia) agitou o mundinho indie – principalmente no Twitter. Bandas como Arcade Fire, Pavement, Daft Punk, Them Crooked Vultures, Thom Yorke, Lady GaGa e White Stripes dividiam a atenção de um lineup inacreditável com grupos menores, representados no poster pelas letras pequenas. Entre eles estavam The xx, Gossip, St. Vincent, Rain Machine, Klaxons, The National, Little Boots, Portugal. The Man, Dirty Projectors e Grizzly Bear. Saca a peça aí:

Mas logo a desconfiança tomou conta do povo. A dúvida era: esse lineup de sonho era fake ou verdadeiro? Hoje, finalmente, saiu a certeza de que era fake. É que o lineup real foi finalmente divulgado pelo site oficial do Coachella. Olha aí.

Muita coisa mudou de um poster pro outro, claro. Mas as verdadeiras atrações não estão de se jogar fora. É claro que um Daft Punk, um White Stripes e um Arcade Fire fazem muita falta… só que eu queria ir assim mesmo.
(via blog do Tas)
Lucky! dia 19/11

A LUCKY é alternativa. Nada contra o pop radiofônico que bomba na MTV todos os dias, mas tem hora que cansa. E é para esses momentos que a nova festa chegou. Música alternativa, novo rock, novo pop, novo e velho indie, o que importa aqui é que não há regras para seguir. Sim, a pista vai derreter, as pessoas vão dançar, mas não necessariamente com as faixas que estamos acostumados sempre. A ideia é não ter medo de mudar – e, se der SORTE, aquela música que você adora, mas que nunca toca nas festas, vai tocar aqui.
LUCKY!
Dia 19/11 (quinta-feira)
21h
Pin Up – Praia do Canto (na saída da ponte Ayrton Senna)
Entrada FREE – couvert $5 opcional
DJ residente: The Lebowskis
DJs convidados: Dani C., Rodorock
A minha Alice
Vocês já viram as imagens do filme “Alice no País das Maravilhas”, do Tim Burton, certo? Então, logo quando vi uma das imagens, da Alice em frente a um portão assustador, lembrei de uma foto que tirei há uns 3 ou 4 anos, no Jardim Botânico, no Rio, que está lá no meu flickr.
Essa é a “minha” Alice:

Essa é a Alice do Burton:

Parece? Hehe.
Caso você não tenha visto as fotos do projeto do diretor americano, que, aliás, são fenomenais, dá uma clicada aqui e veja as fotos em alta resolução e também a logo do filme, que foi divulgada hoje.
Medo (da internet ou do cinema?)
Semana passada, não lembro se na quarta ou na quinta, fui ao cinema ver “Alma Perdida”. Filme fraco, terrorzinho desmiolado que tenta fazer uma grande volta e não chega a lugar algum no final. Mas a qualidade baixa do filme foi o que menos me impressionou, para ser franco, naquela noite de terror. O principal elemento que fez brotar tremedeira, ranger de dentes e um ódio crescente e incessante foi a falta de educação dos espectadores presentes ao Cinemark.
Em uma demonstração grosseira de que a educação ficou do lado de fora do cinema, aproximadamente 90% dos espectadores falavam alto, conversavam sem parar, chutavam a cadeira da frente ou deixavam o telefone tocar livre, leve e solto durante a exibição. Atrás de mim, um casal bizarro conversava sem parar, impedindo que eu me concentrasse nos sustos que eu estava lá para tomar. A menina ainda tentava falar baixo, mas o rapaz parecia nunca ter ido ao cinema: falava alto nas cenas mais tensas, reclamava dos sustos (era um filme de suspense, queria o quê?), chutava a minha cadeira e tornava o filme, já ruim, em uma verdadeira merda.
Completamente estressado e vendo que nenhuma das minhas reclamações surtiam efeito, me retirei, lá pelo começo do segundo ato, e sentei numa cadeira mais próxima à tela, onde não havia ninguém na fileira – nem nas duas abaixo, nem nas duas acima.
Isso, infelizmente, não é novidade nos cinemas de Vitória e Vila Velha. As pessoas são realmente escrotas, não sabem o limite da individualidade e acham que, já que pagaram o ingresso, têm liberdade para agir como idiotas e atrapalhar a outros que pagaram a mesma coisa que eles. Uma falta de educação tremenda, e que parece aumentar a cada dia. Mesmo nos cinemas mais “alternativos”, como o Metrópolis ou Jardins, ainda há babacas como esses, ainda que em menor número do que Kinoplex e Cinemark.
Mas todo este post foi gerado por uma notícia que se desenhou ontem mas chegou hoje aos nossos olhos e ouvidos. O crítico e colunista de cinema Roger Friedman, do canal de TV americano Fox News, foi demitido. O motivo não poderia ser mais torpe: Friedman soltou no fim de semana uma bem-humorada crítica da cópia de “Wolverine” que escorregou para a rede um mês antes de seu lançamento oficial. Trata-se de um arquivo obviamente não-acabado, cheio de imagens toscas (sem a pós-produção) e lotado de lacunas perdidas na mesa de edição – e, assim como milhares de pessoas, foi assistido pelo crítico. Seu texto falava “bem” do filme, usando a ironia para comentar as cenas mal-acabadas, brincando com o fato de ser mole achar o longa na internet e, na minha opinião, fazendo assim uma crítica a esse tipo de pirataria – aquela em que o material, antes mesmo de estar pronto, já vaza na internet e fere consideravelmente seus realizadores. É claro que a Fox News alegou que a crítica de Friedman era nada mais que uma promoção da pirataria, e por isso o demitiu sem nem pestanejar.
Agora, eu pergunto: com um público idiotizado como o daqui, que não respeita quem está na cadeira ao lado, não dá vontade de deixar as salas de cinema para sempre e passar a adotar a pirataria virtual como prática constante? Mesmo eu, um eterno entusiasta das grandes telas, já venho assistindo diversos filmes que nunca chegarão aos cinemas capixabas em casa, utilizando esses meios. Soma-se a isso o preço exorbitante praticado por boa parte dos exibidores, sem contar o também abusivo preço de balas, pipocas e refrigerantes, mais a falta de respeito com o espectador (cinemas mal-cuidados, sujos, com pernilongos a dar com o pau, um sistema de som horrível, mudanças de horário sem aviso prévio e a falta de uma distribuição decente de títulos mais alternativos) que não é rara, e temos aí o maior dos promotores da pirataria digital do cinema: as próprias empresas de cinema.
A seguir assim essa triste rotina nos cinemas capixabas, seremos todos companheiros de Roger Friedman nessa vida de piratas virtuais do cinema.
Um 2009 massa!
É o que espera o David Young, segundo este site bacana aqui.
Abrindo pro Camelo (e discotecagem dupla)
Sei que o título acima ficou meio estranho, hehe, mas o esquema é bacana.
O Patrick Ribeiro, que trouxe o show do Marcelo Camelo pra cá (neste sábado, no Ginásio do Salesiano) me convidou para colocar um som antes do show, ao lado do camarada Renato Costa Neto. Eu e Renato vamos dar play em umas musiquinhas das 21h às 22h30, quando o show deve começar. Então, sugiro que você apareça mais cedo porque o bixo vai pegar.
E, depois do show, vou estar ao lado do meu companheiro de Lebowskis no Teacher’s Pub, na Praia do Canto, para a festa “Futurama”, com a presença dos DJs K-7, Tuzzão, Hélvio e Rike Sick. Cola lá também.
Do “Ceará” para o mundo
Uma das coisas mais bacanas e engraçadas que eu vi ultimamente: Ceareneses Internacionais.
Quem nunca viu uma foto e disse que “tal sujeito tem uma cara de cearense”? Os caras do blog simplesmente levaram essa ideia à frente, reuniram fotos que dão essa impressão e ainda aproveitam o espaço pra dar uma zoada nos fotografados.
Massa.
Watchmen no OUTERNATIVE
O OUTERNATIVE preparou um conteúdo especial sobre o filme de Zack Snyder e a história em quadrinhos de Alan Moore.Com textos do Plinio Uhl, o site apresenta uma crítica de “Watchmen – O Filme” e uma passeio completo sobre o universo de “Watchmen”, minissérie lançada em 1986 que mudou o rumo dos quadrinhos.
Quer ler tudo sobre os anti-heróis do “Watchmen”? Clica aqui.
Viva a Paradoxo! (e coluna nova)
Acabei de saber uma bela novidade: a Revista Paradoxo está entre as quatro finalistas do prêmio Melhores da Websfera 2009, promovido pelo evento de web YouPix. Quem avisou foi o Marcus Cardoso, editor da querida revista onde tenho a coluna Ópio no Café.
Mark contou que “o prêmio foi organizado de forma que 150 jurados [pessoas que, de uma forma ou de outra, têm relevância na web nacional] votassem em formato recall [sem lista de indicados, sem lista de opções, lembrando da cabeça mesmo] em diversas categorias”. Concorreremos na final com o ótimo site de música Rraul, o IdeaFixa e o Pix. Torçam pela Paradoxo.
Aproveitando a deixa, é com orgulho renovado que coloco aqui o link para a coluna Ópio no Café da semana. Clica!
Efeitos que consertam defeitos
Vídeo bacana mostra a verdade por trás dos comerciais de TV – ou como utilizar efeitos especiais da melhor maneira possível. Algumas passagens são impressionantes.
(Via Ad Me)
O capixaba vai ao cinema
Vi um dado muito interessante, no interessantíssimo blog do Ricardo Calil, sobre a venda de ingressos de cinema nas cidades brasileiras. Números da Filme B, empresa especializada em dados do mercado cinematográfico nacional, colocam Vitória como a capital que mais vende ingressos por ano – proporcionalmente, claro. São quase dois ingressos por pessoa em um ano, mais exatamente 1,99, hehe.
O mais interessante é ver como um público estatisticamente decente (ainda longe de ser o ideal) fica frequentemente sem muitos dos lançamentos nacionais. Se esses dados não são um sinal de que filmes como “Na Natureza Selvagem” e “Control” seriam bem recebidos aqui, não sei o que será – apesar de eu ter muita noção de que o público médio de Vitória vai ao cinema como desculpa pra beijar na boca no escuro e comer pipoca.
Também é curioso nesses dados da Filme B que metrópoles como Rio (#14) e São Paulo (#27) ficaram muito mal colocadas. Na verdade, os destaques ficaram mesmo com as cidades do interior de SP, seguidas de poucas capitais. Veja um pedaço da lista:
Campinas é a campeã: 2,31 ingressos comprados por habitante ao ano. Depois vem Santos (2,23), Niterói (2,15), Vitória (1,99), Florianópolis (1,98), Barueri (1,93), Porto Alegre (1,69), Ribeirão Preto (1,67), Taboão da Serra (1,60) e Curitiba (1,57).
Eco inquieto
“Não acredito na felicidade – estou lhe dizendo a verdade. Acredito apenas na inquietude. Ou seja, nunca estou feliz por completo – sempre preciso fazer outra coisa. Mas admito que na vida existem felicidades que duram dez segundos ou meia hora, como quando nasceu meu primeiro filho -naquele instante, eu estava feliz. Mas são momentos muito breves. Alguém que é feliz a vida toda é um cretino. Por isso, antes de ser feliz, prefiro ser inquieto.”
Umberto Eco.
Coloquei até no meu orkut, com uma ou outra edição, essa citação do Umberto Eco. Acho o pensamento perfeito, e vai ao encontro com os meus sentimentos. Também duvido da felicidade e de quem se diz feliz o tempo todo. Todo mundo quer sempre mais, ninguém está satisfeito, por mais que tenha todos os motivos para tanto. E querer mais é buscar a felicidade sempre, é a negação, a própria inquietude.
Prefiro também ser inquieto.
Ópio
Depois de um recesso de carnaval, está no ar mais uma vez a coluna Ópio no Café, da Revista Paradoxo.
Cloverfield é só o começo
Assisti “Cloverfield” ontem com minha namorada. Dirigido por Matt Reeves e idealizado e produzido pelo J.J. Abrams, o cara por trás de Lost e atual cabeça-mais-fervilhante-do-mundo, o filme é tudo aquilo que as pessoas vêm dizendo que ele é. Aterrorizante, agoniante, misterioso, sinistro, emocionante, realista e, enfim, excelente. Ah, é uma bela história de amor, também, não esqueçamos disso.
Mas o que nem todo mundo sabe é que Cloverfield é apenas uma parte de uma imensa e aterradora história. O espertíssimo Trabalho Sujo, blog do Alexandre Matias, traz a história da bebida Slusho e de como ela pode estar envolvida com o monstro de Cloverfield, com as séries Alias, Heroes e Lost, com outros filmes e sites e manifestações culturais loucas, nas quais o cabeçudo do J.J. Abrams está sempre envolvido.
Dêem uma lida na história toda aqui e depois me digam o que acham. Eu fiquei embasbacado.
Coluna B de carnaval
Falei sobre algumas bandas e artistas na Coluna B da semana passada, e acabei nem colocando nenhum link aqui nem nada por causa do carnaval. Mas, se alguém viu a coluna e quer saber, ou se quem não leu a coluna quer escutar sobre o que era, aí vai:
Mallu Magalhães: a menina tava até na MTV essa semana – mesmo que ela dê toda a pinta de não curtir muito as músicas da programação. Ouça algo em myspace.com/mallumagalhaes.
Foals: molecada nova, mas tão nova que no site deles tinha a frase “mãe, o que é math rock?”, em alusão a um dos estilos que a banda condensa em seu som. Ouça: myspace.com/foals.
Land of Talk: canadenses liderados por uma mulher, lançaram seu único EP em 2006. Mas, atingidos pela indústria do hype só no fim de 2007, vão relançar em single a faixa “Speak To Me Bones” em março. Valeu ouvir: myspace.com/landoftalkmtl.
Atraso
É um saco ficar reclamando sempre de uma mesma coisa, mas quando ela não dá sinais de mudança é apenas o que nos resta. Digo isso porque o circuito de cinema em Vitória é sempre um imenso atraso. Há filmes que demoram séculos para entrar em cartaz aqui, outros nem chegam.
O mais novo exemplo é o novo filme dos Coen, “Onde Os Fracos Não Têm Vez”, aguardadíssimo, cheio de indicações ao Oscar, premiado no Globo de Ouro e tudo mais, O longa estréia hoje no país todo, menos nessa roça. Por que, aqui não tem gente que curte bom cinema? Não tem público pro filme? Ou é simples desinteresse de quem detém o poder de colocar os filmes aqui e ali?
Eu já tinha ficado chateado com a demora (que perdura até hoje) de “Across the Universe” e outros espécimes que estão em extinção dos cinemas capixabas. Mas realmente acreditava que “Onde Os Fracos…” estrearia hoje por aqui. Mas foi pura decepção.
Sons and Daughters na Coluna B
Não sei se alguém aí viu, mas a Coluna B de sábado trouxe uma análise sobre o Sons and Daughters e seu último disco, “This Gift”. Enfim, baixem o álbum. É excelente.
2 a 1 pros bons no cinema
Fim de semana de idas ao cinema. “Juno” na sexta, “Meu Nome Não É Johnny” no sábado e “A Vida Dos Outros” no domingo. Vai aí rápido olhar sobre cada um deles.
Meu Nome Não É Johnny – Não é implicância, mas o filme brasileiro é ruim. Atuações fracas, a mesma história de sempre (garoto de classe média se envolve com o tráfico e se fode no final), uma tentativa cara-de-pau de tornar o tal João um heroizinho, a mãe dele chorando lá atrás enquanto ele aqui na frente está dizendo que não sabia o que estava fazendo, que foi indo, indo, indo… sem contar a canalhice do filme em afirmar que o rapaz não participava de uma quadrilha. Espectador não é burro, não. Se todo aquele esquema dele não constitui formação de quadrilha, então tá liberado pra todo mundo abrir uma falsa peixaria que vende cocaína. Queria ver o Capitão Nacimento interrogando o “inocente” João Estrella. Aí sim daria um belo filme.
Juno – Esse vai ganhar uma resenha no Outernative. Uma delícia de filme. Ellen Page, o roteiro doce, a fofa trilha sonora original de Kymia Dawson e a direção intimista de Jason Reitman são os destaques.
A Vida Dos Outros – Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2007, esse filme alemão foi muito elogiado no ano passado e entrou em diversas listas de melhores de 2007 – mas que só chegou à Vitória agora. E realmente dá pra entender tudo o que se falou dele. Filmaço, uma história emocionante, muito bem contada, com um roteiro cheio de pequenos detalhes, reviravoltas, surpresas e ainda muito bem interpretado.
16 downloads da madrugada
Enquanto finalmente ouço o novo disco do Mars Volta – que parece mesmo estar ótimo – vou baixando um bocado de coisas. Nesse momento são 16 bandas sendo devidamente downloadeadas. Tem EP de artista bacana, disco novo de banda nova, disco velho de banda nova e disco novo de banda velha.
Por exemplo, o disco que o Bauhaus vai lançar em março já tá chegando aqui, assim como o novo do Goldfrapp. Tem também um EP do Andrew Bird, um disco do ano passado do Wombats (banda que já ouvi falar mas que nunca escutei um disco), disco novo do Helio Sequence, o “Warraw” da Natalie Rose Lebrecht, uma coletânea do Eels, disco do The Envy Corps (que não conheço nem nunca ouvi falar), do The Octopus Project, entre outros.
E olha que eu estou sem soulseek, meu programa favorito, que deu pau. Ainda não descobri porquê e nem consegui fazê-lo funcionar. Triste. Sorte que ainda tenho os blogs comigo.


