Arquivo da categoria ‘coisas da internet’
Ópio no Café e a nova Paradoxo
A Paradoxo voltou. Finalmente, após um período de mudanças e adaptações no qual a minha coluna esteve preguiçosamente ativa, o Mark apresentou as mudanças, que já começam pelo endereço. Anote a nova casa:
Além do endereço novo, também temos mudanças editoriais, de layout, formato, etc. Tudo novo. Vale a pena dar uma sacada pra conhecer.
A coluna Ópio no Café continua por lá, agora com formato ligeiramente diferente, mas com a mesma intenção. A dessa semana está aqui, ó: “Há Tempos”.
Espero vocês lá.
P.S.: antes que eu me esqueça, os textos antigos da minha coluna continuam neste link aqui, caso alguém queira ler. =)
Coachella de verdade
Na semana passada, um poster do Coachella 2010 (megafestival que rola em Indio, na Califórnia) agitou o mundinho indie – principalmente no Twitter. Bandas como Arcade Fire, Pavement, Daft Punk, Them Crooked Vultures, Thom Yorke, Lady GaGa e White Stripes dividiam a atenção de um lineup inacreditável com grupos menores, representados no poster pelas letras pequenas. Entre eles estavam The xx, Gossip, St. Vincent, Rain Machine, Klaxons, The National, Little Boots, Portugal. The Man, Dirty Projectors e Grizzly Bear. Saca a peça aí:

Mas logo a desconfiança tomou conta do povo. A dúvida era: esse lineup de sonho era fake ou verdadeiro? Hoje, finalmente, saiu a certeza de que era fake. É que o lineup real foi finalmente divulgado pelo site oficial do Coachella. Olha aí.

Muita coisa mudou de um poster pro outro, claro. Mas as verdadeiras atrações não estão de se jogar fora. É claro que um Daft Punk, um White Stripes e um Arcade Fire fazem muita falta… só que eu queria ir assim mesmo.
(via blog do Tas)
Os 10 discos da sua vida
Pra quem adora listas, essa é capaz de ser chamada “a lista definitiva”, de certa maneira. Vi no bacana blog Pop Candy essa chamada para que todos façam uma lista dos 10 discos que você mais gosta na sua vida. Cara, né fácil não. Comecei a pensar aqui e cheguei a uns 3 com certeza, mas parei por impossibilidade real e natural de fazer isso em pouco tempo.
Mas pergunto a quem quiser: se você tivesse que escolher apenas 10 discos pra ouvir pelo resto da vida, quais seriam eles? Eu continuarei pensando e em breve trago aqui a minha lista.
Projeto Rain Down
Para quem não sabe, o resultado final do maravilhoso projeto Rain Down, desenvolvido na cara e na coragem pelo Andrews FG, já está disponível pra download. É coisa finíssima, de emocionar profundamente a quem esteve presente no último 22 de março à Chácara do Jockey, em São Paulo, para o maior show de um artista internacional na História do Brasil. Ver todo o show assim, pelos olhos do público, com as imagens tremidas, as mãos que passam voando pelo seu campo de visão, os gritos de êxtase dos espectadores ao seu lado, é a mais próxima experiência a ir ao show do Radiohead.
Aqui está o trailer.
Sério, alguém tem que canonizar esse Andrews. Talvez, apesar de toda a repercussão que esse trabalho tem gerado desde que começou, ele não tenha a noção de como as pessoas que viram o show se sentem ao assistir novamente tudo aquilo. Só posso agradecer.
2 anos e fã de MJ
Molequinho fã do Jacko. Ri.
Ópio no Café, 3 anos
Acabei de me lembrar que a coluna Ópio no Café, da querida e antenada Revista Paradoxo, fez três anos domingo, dia 9 de agosto. Eeee!
Aproveito e agradeço aos amigos que visitam sempre, aos leitores que aparecem perdidos, de vez em quando e aos que nunca mais voltaram – esses, pelo menos, foram alguma vez, hehe.
E, claro, ao Mark, pelo convite e pelo apoio de sempre.
Só posso pedir que continuem lendo. Hehehe.
Beat it!
(Via Popload)
The PEN Story
Uma beleza de stop-motion, “contando a história” da famosa câmera da Olympus.
Dica do Celso via twitter.
O moonwalk eterno
Simples e genial: Eternal Moonwalk.
Mais um texto no BiS
Desta vez, o pessoal do BiS publicou o que escrevi sobre a morte do Jacko, alguns posts atrás. Se quiser dar uma olhadinha, é só clicar aqui.
Kasabian ao vivo
Eu nunca fui lá muito fã do Kasabian, mas esse disco novo é muito bom. Eu falo mais sobre isso – e sobre o ótimo disco novo do Art Brut, outra banda já renegada por mim – na Coluna B deste sábado, mas não resisto a colocar aqui alguns vídeos bacanas do Kasabian ao vivo em um programa de TV da França. Vi no MTJ! e reproduzo aqui.
a volta do outernative
É com imenso prazer que informo a volta do outernative, finalmente! Depois de algumas semanas fora do ar – mais do que a gente esperava, aliás – o site volta à ativa totalmente reformulado. Cliquem aí embaixo e passeiem pelo novo outernative.
Ah, e não esqueçam de adicionar o @outernative no twitter!
Comprei uma camisa nova pra mim

(Via URBe)
O Terremoto
Todo mundo viu essa notícia hoje de manhã?
Terremoto moderado abala Los Angeles
Pois é, algo curioso aconteceu comigo ontem. Já passava bastante das 0h30 e eu estava procurando algumas coisas pela internet. De repente, comecei a ver twitters mandando mensagens esquisitas. A maioria trazia perguntas relacionadas a algum tipo de tremor. Atores, diretores, músicos, jornalistas, diversas pessoas tentavam entender o que estava acontecendo naquele exato momento em uma das mais famosas cidades americanas. Um perguntava se alguém também havia sentido alguma coisa, outro se era tremor mesmo ou ele que estava bêbado demais, outros se alguém mais tinha sentido sua casa chacoalhar.
Ao vivo, via twitter, minutos antes de finalmente ir dormir quando a segunda-feira já se insinuava, fiquei sabendo que um terremoto moderadamente forte, com quase 5 pontos na famosa escala Richter, tinha atingido a cidade de Los Angeles. Tudo por causa dos recursos tecnológicos de hoje em dia, hehe.
Enfim, foi a primeira vez que isso aconteceu comigo, achei interessante ver a coisa por esse ponto de vista. Fiquei pensando em diversos outros acontecimentos, como o 11 de setembro, por exemplo, e como as pessoas reagiriam se ficassem sabendo do ocorrido em tempo real, através de um serviço de microblog ou qualquer coisa parecida.
Sinal dos tempos.
LOST
Pra quem está acompanhando Lost de acordo com o calendário americano da série, taí o cartaz da Luta do Século:

(Catado desse flickr aqui)
Flickr atualizado
Fotos novas por lá. É só clicar aqui.
Roxette de volta?
É o que dizem na Vulture. Será que eles conseguem lançar coisa boa?
Quem sabe, né? Pode ser…
Um curta
Custou apenas quarenta dólares o curta de Jason van Gendere premiado com o primeiro lugar no Tropfest de 2008. Gravado com um celular, aí está o belo “Mankind Is No Island”.
(Via Trabalho Sujo)
Misquilinas no BiS MTV
A crônica “Afundando em Wierd Fishes/Arpeggi” foi publicada no blog BiS, da MTV. O texto está na página principal, no box vermelho “Canções”. Mas corram se quiserem ver, ela só deve ficar ali até amanhã.
Medo (da internet ou do cinema?)
Semana passada, não lembro se na quarta ou na quinta, fui ao cinema ver “Alma Perdida”. Filme fraco, terrorzinho desmiolado que tenta fazer uma grande volta e não chega a lugar algum no final. Mas a qualidade baixa do filme foi o que menos me impressionou, para ser franco, naquela noite de terror. O principal elemento que fez brotar tremedeira, ranger de dentes e um ódio crescente e incessante foi a falta de educação dos espectadores presentes ao Cinemark.
Em uma demonstração grosseira de que a educação ficou do lado de fora do cinema, aproximadamente 90% dos espectadores falavam alto, conversavam sem parar, chutavam a cadeira da frente ou deixavam o telefone tocar livre, leve e solto durante a exibição. Atrás de mim, um casal bizarro conversava sem parar, impedindo que eu me concentrasse nos sustos que eu estava lá para tomar. A menina ainda tentava falar baixo, mas o rapaz parecia nunca ter ido ao cinema: falava alto nas cenas mais tensas, reclamava dos sustos (era um filme de suspense, queria o quê?), chutava a minha cadeira e tornava o filme, já ruim, em uma verdadeira merda.
Completamente estressado e vendo que nenhuma das minhas reclamações surtiam efeito, me retirei, lá pelo começo do segundo ato, e sentei numa cadeira mais próxima à tela, onde não havia ninguém na fileira – nem nas duas abaixo, nem nas duas acima.
Isso, infelizmente, não é novidade nos cinemas de Vitória e Vila Velha. As pessoas são realmente escrotas, não sabem o limite da individualidade e acham que, já que pagaram o ingresso, têm liberdade para agir como idiotas e atrapalhar a outros que pagaram a mesma coisa que eles. Uma falta de educação tremenda, e que parece aumentar a cada dia. Mesmo nos cinemas mais “alternativos”, como o Metrópolis ou Jardins, ainda há babacas como esses, ainda que em menor número do que Kinoplex e Cinemark.
Mas todo este post foi gerado por uma notícia que se desenhou ontem mas chegou hoje aos nossos olhos e ouvidos. O crítico e colunista de cinema Roger Friedman, do canal de TV americano Fox News, foi demitido. O motivo não poderia ser mais torpe: Friedman soltou no fim de semana uma bem-humorada crítica da cópia de “Wolverine” que escorregou para a rede um mês antes de seu lançamento oficial. Trata-se de um arquivo obviamente não-acabado, cheio de imagens toscas (sem a pós-produção) e lotado de lacunas perdidas na mesa de edição – e, assim como milhares de pessoas, foi assistido pelo crítico. Seu texto falava “bem” do filme, usando a ironia para comentar as cenas mal-acabadas, brincando com o fato de ser mole achar o longa na internet e, na minha opinião, fazendo assim uma crítica a esse tipo de pirataria – aquela em que o material, antes mesmo de estar pronto, já vaza na internet e fere consideravelmente seus realizadores. É claro que a Fox News alegou que a crítica de Friedman era nada mais que uma promoção da pirataria, e por isso o demitiu sem nem pestanejar.
Agora, eu pergunto: com um público idiotizado como o daqui, que não respeita quem está na cadeira ao lado, não dá vontade de deixar as salas de cinema para sempre e passar a adotar a pirataria virtual como prática constante? Mesmo eu, um eterno entusiasta das grandes telas, já venho assistindo diversos filmes que nunca chegarão aos cinemas capixabas em casa, utilizando esses meios. Soma-se a isso o preço exorbitante praticado por boa parte dos exibidores, sem contar o também abusivo preço de balas, pipocas e refrigerantes, mais a falta de respeito com o espectador (cinemas mal-cuidados, sujos, com pernilongos a dar com o pau, um sistema de som horrível, mudanças de horário sem aviso prévio e a falta de uma distribuição decente de títulos mais alternativos) que não é rara, e temos aí o maior dos promotores da pirataria digital do cinema: as próprias empresas de cinema.
A seguir assim essa triste rotina nos cinemas capixabas, seremos todos companheiros de Roger Friedman nessa vida de piratas virtuais do cinema.



