Misquilinas

Um bocado de um tudo só

Archive for Fevereiro 2009

Coluna B – 21/02/09

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Mais uma vez, devido aos problemas com a crise financeira mundial e a falta de anúncios nos jornais, a Coluna B da semana passada foi publicada apenas na internet. Como nem todo mundo viu, republico o texto completo aqui, para quem quiser ler. 

 

Folia do Reis

Apesar de se especializar em trazer para as folhas do jornal o que acontece na música alternativa mundial, com ênfase no rock e seus derivados, a Coluna B não é inimiga do carnaval. Claro, como alguém pode ser contra dias e dias de uma festa incessante e incansável? Não há maneira. O único senão em relação a esta tradição brasileira é a trilha sonora que costumam usar. Quer dizer que, só porque é carnaval, temos que passar todos esses dias com os ouvidos carcomidos por música de péssima qualidade? Ora, é claro que não. Este colunista vai mostrar hoje o que vai sair de suas caixas de som nas horas de folia. E você, que também curte música de qualidade, pode fazer o mesmo. É só querer. 
 
Precisamos começar bem o carnaval. A melhor maneira de fazer isso é aumentando o volume de uma música como “Jump in the Pool”, do Friendly Fires. Aliás, pular na piscina de roupa e tudo, ou sem nada mesmo, também está liberado – mas apenas no carnaval, hein. Com a festa que esse trio de ingleses faz com os instrumentos na mão, é impossível não se mexer. Além desta, a mágica “Paris” pode fazer você flutuar sem precisar da ajuda de nenhuma substância ilícita, e “Skeleton Boy”, já um clássico das pistas e do YouTube, certamente vai proporcionar um bom fundo musical para momentos inesquecíveis com os amigos. Ótima opção de indie rock dance, o Friendly Fires é daquelas que não podem faltar nas festinhas. 
 
O negócio é não deixar a peteca cair. Para manter a chama carnavalesca acesa, a dica é casar alguns estilos e artistas que são imprescindíveis nesse tipo de reunião. Não há nada de errado em colocar “How To Hang A Warhol”, “No one’s Better Sake”, “The Next Time Around” e “Keep Me In Mind”, as mais empolgadas do ótimo disco do Little Joy, na sequência das incendiárias novas músicas do Franz Ferdinand. Recomendo, em fila e ordem de preferência, as deliciosas “No You Girls”, “Ulysses”, “Turn It On” e “What She Came For”. A sobreposição da declarada animação despretensiosa da banda de Amarante e Moretti com a calculadíssima reverência às pistas preparada por Alex Kapranos no disco “Tonight: Franz Ferdinand” tem a capacidade irrecuperável de bombar uma festa até o último segundo.
 
Se tem uma coisa que não pode faltar no carnaval, convenhamos, é a famosa bagunça. Pode ser até organizada, limpa, civilizada, mas ainda assim uma bela bagunça. E isso, na música atual, tem nome: mash-up. Para suprir essa demanda, a folia do Reis indica o rei dos mash-ups: Gril Talk. Desafio qualquer pessoa normal – e com o mínimo de disposição para dançar – a ficar parada enquanto o disco “Feed the Animals”, que saiu ano passado e foi elogiadíssimo, estiver tocando no seu aparelho de som. A colagem inacreditável que Gregg Gillis arma (misturando uma média de 20 músicas em cada faixa) é tão bem costurada que todas as músicas do álbum, segundo o próprio músico, devem ser ouvidas sem intervalos, soando como uma grande amarração de canções interconectadas. Fantástico para dar um jeito em quem é bom da cabeça e doente do pé. 
 
Não saia do clima. Recrute o disco “Sou”, de Marcelo Camelo, e tire de lá a faixa “Copacabana”, a mais genuína representante indie do carnaval. Coloque essa divertidíssima marchinha lado a lado com outras faixas dançantes do disco para dar um toque brazuca ao seu repertório de folião do mal. “Menina Bordada” descamba para o carimbó e não ficaria nem um pouco deslocada se fosse tocada na Barra do Jucu. Já ”Vida Doce” entra na roda da canção latina, com direito a percussão requebrante e arranjos inventivos para violão. Complete a brasilidade com dois discos nacionais bacanas e ideais para este momento: “Japan Pop Show”, do Curumim, com bastante sambinha pra gringo ver, e o sensual “Na Confraria das Sedutoras”, do 3 Na Massa, que coloca um bando de moças bonitas e talentosas para cantar sobre as bases espertas dos músicos Rica Amabis, Pupilo e Dengue. 
 
Não é porque estamos em 2009 que não podemos fazer uma bela retrospectiva dos anos passados, principalmente se for para embalar os momentos alucinógenos que todo carnaval proporciona. Meta “Time To Pretend” do MGMT grudado em “Dancing Choose” do TV On The Radio, enfileirando depois ”Monday” do Friska Viljor, ”Five on the Five” do Raconteurs, ”My Year in Lists” do Los Campesinos!, ”Boyfriend” do Alphabeat e, para fechar bem, o remix de “Within You Without You/Tomorrow Never Knows” dos Beatles, presente no disco “Love”. Para terminar em grande estilo, o toque de humor do feriado fica por conta do incrível remix “Bale Out”, feito pelo RevoLucian a partir do chilique que o ator Christian Bale deu no set de “Terminator Salvation”. Imperdível, e uma bela forma de fazer o seu carnaval terminar em risadas histéricas. Vai por mim, vale a pena curtir essa folia. 
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Notinhas
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Cinema & Música
O talentoso e polivalente diretor Marc Forster assinou contrato para filmar a biografia de Kurt Cobain. O cineasta vai adaptar o livro “Mais Pesado Que o Céu”, de Charles Cross, com ajuda do aclamado roteirista David Benniof. O único problema é que Courtney Love terá que aprovar cada cena do longa. Tomara que ela não estrague tudo.
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Trent Reznor tem novidades
Essa semana, o músico Trent Reznor, do Nine Inch Nails, revelou que está produzindo o primeiro disco de inéditas do Jane’s Addiction desde “Strays”, de 2003. O americano completou a informação com duas notícias para os fãs, uma boa e uma ruim: a boa é que o NIN vai excursionar com o J’sA logo após o álbum vir a público; a ruim é que Reznor planeja dar um tempo de sua banda, que completa 20 anos em breve, e provavelmente vai tirar umas férias e se jogar em novos projetos pessoais. 
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Da série “retornos que não gostaríamos de ver”
Essa semana marcou anúncios de retornos que, convenhamos, o mundo não precisa nem um pouco. O odioso Limp Bizkit anunciou que vai se reunir, com os líderes da banda, Fred Durst e Wes Borland, dizendo que odeiam mais as músicas pesadas feitas hoje em dia do que um ao outro, então este é o motivo da volta. A outra é a inofensiva, mas algo datada, Blink 182. Os caras até têm uma ou outra musiquinha que passa, mas não estavam fazendo a menor falta. Enquanto isso, os boatos de que Faith No More e Alice In Chains tambékm voltariam, esses sim, boas notícias, continuam sendo apenas boatos.
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Todo mundo tem que ouvir
Você conhece o ator Jason Schwartzman? Aquele com cabelinho de cuia e presente nos filmes “Garota da Vitrine”, “Viagem A Darjeeling” e “Maria Antonieta”. Lembrou? Pois fique sabendo que, como ator, ele é um ótimo músico. 
A banda
Schwartzman é o nome por trás do Coconut Records, banda em que ele faz de tudo: compõe, canta e toca todas as faixas. Seu novo disco, “Davy”, segue o caminho do anterior, com folk e indie pop bem dosados. Ouça que vale a pena.
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Playlist
The Heartless Bastards – Hold Your Head High
Melpo Mene – Dead or Arrival
Pearl Jam – Porch (new mix)
Yeah Yeah Yeahs – Zero
Franz Ferdinand – Feel the Preassure
Marissa Nadler – Heart Paper Love
Kurt Vile – Take My Advice
Joan as Police Woman – I Defy
El Goodo – Aren’t You Grand
Harlem Shakes – TFO

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 27, 2009 em 11:36 am

Publicado em Coluna B

O retorno

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A coluna de contos “Ópio no Café” não foi publicada semana passada. Peço desculpas a quem lê, mas a dessa semana, para compensar, já está no ar com um texto que escrevi há 5 anos atrás. A rigor, foi o meu primeiro conto, the very first, apesar de já ter colocado no antigo blog, antes dele, uma ou outra crônica de fantasia com bases reais.

Quer ler? Vai lá.

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 25, 2009 em 3:03 pm

Publicado em conto

Oscar 2009 – deixa que eu chuto

com 3 comentários

Ok, já passou da hora de colocar aqui as minhas apostas para o Oscar 2009. O prêmio acontece domingo, então ninguém vai ter muito tempo para ir contra a minha opinião, certo? hehe. Eu sei que o Oscar é uma babação só, que é tudo politicagem e que quase nunca ganha o melhor filme do ano, de verdade. Mas, como todo mundo, gosto de acompanhar e dar meus pitacos.

Antes de colocar meus chutes aqui, me apresso em deixar claro que que vou dizer o que eu ACHO QUE VAI ganhar, e não necessariamente o que eu ACHO QUE DEVE ganhar. E aviso também que não vou me prender aos prêmios técnicos de som e efeitos visuais – reúno tudo em “Som: Wall-e” e “Efeitos Visuais: Batman – O Cavaleiro das Trevas”. =)

Notem: minhas apostas vão estar em negrito. Caso meu chute não case com a minha opinião, um pequeno comentário vai à frente, entre parênteses. 

Dito tudo isso, então, lá vai:

 

Melhor fotografia: 

- “A troca” 

- “O curioso caso de Benjamin Button” 

- “The reader” 

- “Batman – O cavaleiro das trevas” 

- “Quem quer ser um milionário?”

 

Melhor roteiro adaptado: 

- “O curioso caso de Benjamin Button” 

- “Doubt” 

- “Frost/Nixon” 

- “The reader” 

- “Quem quer ser um milionário?” 

 

Melhor roteiro original: 

- “Frozen river” 

- “Na mira do chefe” 

- “Wall.E” 

- “Milk – A voz da liberdade” (eu premiaria o emocionante “Wall.E”)

- “Happy-go-lucky” 

 

Melhor longa de animação: 

- “Wall.E” 

- “Kung Fu Panda” 

- “Bolt – Supercão” 

 

Melhor atriz coadjuvante: 

- Amy Adams – “Doubt” 

- Penélope Cruz – “Vicky Cristina Barcelona” 

- Viola Davis – “Doubt” 

- Taraji P. Henson – “O curioso caso de Benjamin Button” 

- Marisa Tomei – “The wrestler” (a Penélope Cruz está fantástica no filme do Woody Allen)

 

Melhor ator coadjuvante: 

- Heath Ledger – “Batman – O cavaleiro das trevas” 

- Josh Brolin – “Milk – A voz da liberdade” 

- Robert Downey Jr. – “Trovão tropical” 

- Philip Seymour Hoffman – “Doubt” 

- Michael Shannon – “Revolutionary road” 

 

Melhor atriz: 

- Meryl Streep – “Doubt” 

- Kate Winslet – “The reader” 

- Anne Hathaway – “O casamento de Rachel” 

- Angelina Jolie – “A troca” 

- Melissa Leo – “Frozen river” 

 

Melhor ator: 

- Mickey Rourke – “The wrestler” 

- Sean Penn “Milk – A voz da liberdade” 

- Frank Langella – “Frost/Nixon” 

- Brad Pitt – “O curioso caso de Benjamin Button” (ainda não vi Milk, mas acho que Sean Penn merecia)

- Richard Jenkins – “The visitor 

 

Melhor diretor: 

- Danny Boyle – “Quem quer ser um milionário?” 

- Ron Howard – “Frost/Nixon” 

- David Fincher – “O curioso caso de Benjamin Button” 

- Gus Van Sant – “Milk – A voz da liberdade” 

- Stephen Daldry – “The reader” 

 

Melhor filme: 

- “Quem quer ser um milionário?” 

- “Frost/Nixon” 

- “O curioso caso de Benjamin Button” (não daria o Oscar pra nenhum deles, mas, dos indicados que assisti até agora, “… Benjamin Button” é o melhor)

- “Milk – A voz da liberdade” 

- “The reader”

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 20, 2009 em 5:41 pm

Publicado em cinema

Christian Bale leva David ao dentista

com 2 comentários

Fizeram um mash-up misturando os dois maiores hits do YouTube das últimas semanas, o chilique do Christian Bale e David, o garotinho alucinado. Ficou simplesmente genial.

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 17, 2009 em 3:17 pm

Publicado em cinema, coisas da internet

Medidor de trilogias

com um comentário

Figura bacana do site danmeth.com traz uma maneira divertida de calcular a qualidade de algumas famosas trilogias do cinema. 

The Trilogy Meter

Peguei no Brainstorm #9

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 16, 2009 em 7:23 pm

Publicado em cinema, coisas da internet

Coluna B de sábado

com 2 comentários

Para quem não conseguiu encontrar a coluna no site (ela entrou no ar só à tarde) ou nem sabia que ela não tinha saído, aí vai o texto na íntegra, com notinhas, playlist e tudo mais. 

Pós-punk e seus novos filhotes

A voz é grossa, ainda que macia, e bem impostada, deixando a melodia que a transporta com um aspecto sério. Um poder intransigente reverbera nas cordas vocais. As guitarras tiram sons mágicos em dedilhados criativos e riffs certeiros, sempre com tons acinzentados embalando a conversa entre as notas. O baixo e a bateria são invariavelmente sombrios, seja quando levam a música para cima, apostando na velocidade, ou quando a levam para baixo, deixando o andamento mais cadenciado. Para fechar o clima agudo de melancolia, camadas de teclados são adicionadas, fazendo essa onda negra penetrar mais fundo na alma de quem escuta as canções. 

O parágrafo acima poderia ser bem apropriado para definir o som de uma geração que nasceu no meio dos anos 70 na Inglaterra e que teve como principal expoente a seminal Joy Division: o pós-punk. Mas a verdade é que essa descrição é adequadíssima também para apresentar grupos como Glasvegas, White Lies e CatPeople, que mostram como este movimento liderado pelo perturbado Ian Curtis, que viria a se matar pouco tempo depois, continua a influenciar pessoas mais de trinta anos depois. Podemos dizer até que se trata de uma turma de seguidores de outros seguidores do pós-punk, já que essas três bandas também foram influenciadas por Editors, Interpol e She Wants Revenge, grupos que mantém viva a chama de Curtis e seus amiguinhos desde o começo do século.
 
Ao ouvir o CatPeople, a primeira impressão é que se trata de uma banda proveniente da nublada Manchester. Ledo engano. O grupo é formado por espanhóis nascidos na ensolarada Barcelona e tiveram seu segundo álbum, “What’s the Time, Mr. Wolf?”, lançado no começo de 2008. Além do pós-punk, o CatPeople também lembra bastante algumas bandas new wave e fica fácil ouvir ecos de New Order e The Cure pelas faixas de seu último disco, amplamente influenciado pelos anos 80. Um bocado menos sombrio do que suas colegas, a banda traz melodias inspiradas em faixas como “Sister” (a cara do Cure), “Last Chance” (que tem algo de National no começo e descamba depois para um Interpol que esqueceu a distorção em casa) e as pesadas “Bubblegum” e “Looks Like Dogs”. 
 
Uma banda que sabe para onde caminhar. Assim pode ser descrito o White Lies, trio londrino que também se encaixa naquela descrição do primeiro parágrafo como em uma roupa feita sob medida. Seu disco de estréia, o bacana “To Lose My Life”, foi lançado em janeiro e estreou em primeiríssimo lugar nas paradas britânicas, batendo gente do porte de Kings of Leon e Beyoncé. O sucesso do grupo foi catapultado antes deste disco chegar, ainda quando as primeiras demos caíram na internet e logo após mudarem o nome da banda de Fear of Flying para White Lies e a sonoridade para algo mais dark. O vocal melancólico de Harry McVeigh e os arranjos sorumbáticos de “To Lose My Life” são pós-punk até os ossos, mas a banda tem uma pitada de anos 2000 em seu DNA que a faz se destacar dos outros grupos. 
 
Certamente, entre as três bandas que são assunto hoje, o Glasvegas é a única que se desvencilha um pouco daquela descrição estereotipada do começo do texto – isso porque o vocal de James Allan está mais para Billie Joe Armstrong do que Ian Curtis. Mas, para equilibrar as coisas, não há dúvidas de que as canções do grupo escocês são as mais assustadoras e sinistras. Letras que falam de loucura, morte, facadas, abandono e tristeza de todos os tipos, cores e tamanhos enchem os dois discos lançados por eles em 2008, “Glasvegas” e “A Snowflake Fell (And it Felt Like a Kiss)”. Enquanto o primeiro é o verdadeiro debut do grupo, o segundo é um mini-disco de tema natalino. Faixas como “Daddy’s Gone”, “Go Square Go”, “Geraldine”, “Flowers and Football Tops”, “Fuck You, It’s Over” e “Please Come Back Home” tomaram conta de festivais e paradas de rádio da Europa nos últimos meses. 
 
É importante observar que nenhuma das três bandas citadas nesta coluna são revolucionárias. Definitivamente, originalidade não é a marca mais visível de CatPeople, White Lies e Glasvegas – esta última talvez seja a que consiga, em poucos momentos, mostrar algo de realmente diferente. Mas a qualidade das músicas compostas por esse trio valem, e muito, a audição. 
 
Cineminhas
Duas notícias sobre cinema, uma boa e uma ruim. A boa é que está rolando na internet o primeiro trailer do aguardadíssimo “Inglorious Basterds”, novo longa do gênio Quentin Tarantino, sobre a 2ª Guerra Mundial. O filme traz Brad Pitt como um dos protagonistas, ao lado de Samuel L. Jackson, Maggie Cheung, Mike Meyers e Julie Dreyfus, e deve estrear ainda este semestre nos EUA. Vamos torcer pra chegar aqui, já que o último de Tarantino, “Prova de Morte”, não passou nem perto de Vitória. /// Já a notícia ruim é para quem, como eu, é fã do filme “Donnie Darko”. Sabia-se que uma segunda parte estava sendo produzida, uma maldita continuação para esse filmaço surreal. Cheguei a torcer para que fosse mentira… mas não é. O fato é que, de tão ruim que ficou, o Donnie Darko 2, que ganhou o nome de “S. Darko”, vai sair direto em DVD. A estrela é Daveigh Chase, que segue no papel de Samantha Darko, a irmã de Donnie. Vade Retro! 
 
Várias coisas
Santogold mudou de nome. Adequando-se ao próprio nome, Santi White, e fugindo de comparações com um outro Santo Gold (com espaço), a moça do Brooklyn agora atenderá por Santigold. Puff Daddy está fazendo escola. /// O vocalista do Radiohead, Thom Yorke, deve fazer parte do filme “Terminator Salvation”, quarto longa do “Exterminador do Futuro” – aquele mesmo em que o Christian Bale deu um chilique no set. Yorke deve contribuir com Danny Elfman, desde já responsável pela trilha da fita. /// Mais uma de Joaquin Phoenix. O ator/rapper (?) foi ao programa americano Late Show with David Letterman e quase não abriu a boca. Esquisitão, ele reclamou das piadas, se mostrou apático, antipático e por pouco não saiu na mão com o músico Paul Shaffer antes de pedir para, no futuro, apresentar suas músicas no programa. Isso está cada vez mais estranho. Está sentindo o cheiro de armação?
 
Todo mundo tem que ouvir
Enquanto o Red Hot Chilli Peppers continua paradão (e não está fazendo muita falta…), o guitarrista John Frusciante continua lançando ótimos discos, como já fez em outras nove oportunidades. 
Disco solo
“The Empyrean” é o mais novo trabalho do americano. Frusciante segue experimentando formatos inusitados com melodias assobiáveis, tendo à mão sua guitarra inspirada e material eletrônico bastante criativo. Belo disco.
 
Playlist
M. Ward – To Save Me
The Ting Tings – We Walk
Ben Kweller – Homeward Bound
Gustavo Macaco – A Sorte de Ter A Bússola Sem Norte
Marissa Nadler – The Hole is Wide
Lily Allen – Not Fair
Animal Collective – My Girls
Cellardoor – Good Dreams Lullaby
Dorena – Dagslandan
Passion Pit – Sleepyhead

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 16, 2009 em 12:29 pm

Publicado em Coluna B

Coluna B e a crise

com 9 comentários

Às vezes a gente não se dá conta do quanto a situação está preta até que a água bata no nosso pescoço. Com essa tal crise é assim, raras são as pessoas que têm a verdadeira noção do quanto a economia do mundo está quebrada e como ela atinge quem a gente menos espera. Então, eis que essa tal crise que afeta a todos finalmente chegou até a minha humilde coluninha de sábado no jornal A Gazeta.

Neste sábado, excepcionalmente (como me foi dito e como realmente espero), a Coluna B não vai sair no jornal. Vai ser publicada apenas na internet.

Devido aos poucos anúncios recebidos pelo jornal, as páginas do Caderno 2 e de outros cadernos estão diminuindo cada vez mais. Eu já tinha reparado esse corte em diversas edições de A Gazeta, inclusive na tão badalada edição dominical. Mas não tinha me dado conta que a crise, causadora de tais cortes, me atingiria. Então, após dois anos e sete meses, pela primeira vez a Coluna B não ocupará a última página do Caderno 2 de sábado. 

Mas, de qualquer forma, ainda teremos a internet. Para ler a Coluna B, basta entrar amanhã (sábado) no site do jornal A Gazeta e ler, “de grátis”, a coluna desta semana, que fala das bandas White Lies, CatPeople e Glasvegas.

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 13, 2009 em 2:25 pm

Publicado em Coluna B, cotidiano, música

YYYs revelado

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O novo álbum do grupo Yeah Yeah Yeahs, de Nova Iorque, sai no dia 14 de abril. Pelo que vi, ainda não dá pra achar nos torrents e blogs da vida, mas as bacaníssimas capas de “It’s Blitz!” e do primeiro single “Zero”, já foram reveladas. Coisa fina, veja abaixo.

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 13, 2009 em 1:53 pm

Publicado em coisas da internet, música

Tarantino está de volta

com um comentário

Está na rede o primeiro trailer do novo longa de Quentin Tarantino, “Inglorious Basterds”, segundo o qual você ainda não viu o que é a guerra até vê-la pelos olhos do diretor. Bala!

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 12, 2009 em 3:48 pm

Publicado em cinema

Alguém ainda lê?

com 3 comentários

Não sei se ainda há leitores, mas, para quem ainda comparece, mais uma coluna Ópio no Café. Aqui.

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 12, 2009 em 12:48 am

Publicado em conto

O bom do Grammy

com 2 comentários

Chato pra caramba esse Grammy, hein. Credo.

Mas o Radiohead tocando “15 Step” com a USC Marching Band foi memorável. Pra quem não viu, tá aqui. Fantástico.

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 9, 2009 em 1:36 pm

Publicado em música

Um vídeo

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“Lost” for dummies (com spoilers):

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 6, 2009 em 2:41 pm

Publicado em coisas da internet, séries

Um jogo

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“Crayon Physics” para iPhone.

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 6, 2009 em 2:40 pm

Publicado em coisas da internet, jogos

Cellardoor – novo disco

com 2 comentários

O Cellardoor, projeto solo bacaníssimo do amigo músico, publicitário, colega de agência e sócio no Outernative (ufa!), André Graciotti, está com músicas novas na praça. Após alguns singles e EPs, “Rites of Passage” é finalmente o disco cheio do projeto,  com 10 faixas e muita psicodelia, riffs elegantes, programações criativas e um sentimento espacial, libertário emendando tudo. Há uma aura de cores fortes ao redor das faixas, interligada com uma sensação de estar flutuando por sequências de notas e arranjos iluminados. Coisa boa de se ouvir. 

Como de praxe, o André colocou tudo para download gratuito nos seguintes links:

http://www.4shared.com/file/84623683/9d210540/cellardoor_-_RITES_OF_PASSAGE__2009_.html

ou aqui:

http://www.turboupload.com/files/get/owz3kFJSwp/cellardoor-rites-of-passage-2009.zip

 Vai que vale a pena.

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 6, 2009 em 12:00 pm

Publicado em coisas da internet, música

Uma versão para “Nude”

com 3 comentários

Coisas geniais merecem ser reverberadas para sempre:

Dica da Val.

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 4, 2009 em 6:54 pm

Publicado em coisas da internet, música

Ópio no Café

com um comentário

Coluna nova, texto inédito, tal e coisa: clicaqui.

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 4, 2009 em 11:27 am

Publicado em conto

Christian Bale pirou

sem comentários

Hahaha, engraçado isso. O Batman ficou doido, deu um mega esporro no diretor de fotografia do novo Terminator, quase partiu pra dentro do cara e ainda fizeram um remix com o áudio da bronca. 

A bronca você ouve clicando aqui.

Já o remix, excelente, tá aqui embaixo:

Genial.

ATUALIZAÇÃO:
Catei do Trabalho Sujo a transcrição do chilique do Christian Bale. Dá uma olhada:

Christian Bale: KICK YOUR FUCKING ASS!

Shane Hurlbut: Christian, Christian –

Bale: I want you off the fucking set you prick!

Shane: Christian, I’m sorry.

Bale: No, don’t just be sorry, think for one fucking second. What the FUCK are you DOING ? Are you professional or not?

Shane: Yes I am.

Bale: Do I fucking walk around and rip down –

Bruce Franklin: Christian, Christian –

Bale: No, shut the fuck up Bruce! Do I want – no! No! Don’t shut me up.

Franklin: I’m not shutting you up.

Bale: Am I going to walk around and rip your fucking lights down, in the middle of a scene? Then why the fuck are you walking right through? Ah da da dah, like this in the background. What the fuck is it with you? What don’t you fucking understand?

Shane: (inaudible)

Bale: You got any fucking idea about, hey, it’s fucking distracting having somebody walking up behind Bryce in the middle of the fucking scene? Give me a fucking answer! What don’t you get about it?

Shane: I was looking at the light.

Bale: Ohhhhh, goooood for you. And how was it? I hope it was fucking good, because it’s useless now, isn’t it?

Shane: Ok.

Bale: Fuck-sake man, you’re amateur. McG, you got fucking something to say to this prick?

McG: I didn’t see it happen.

Bale: Well, somebody should be fucking watching and keeping an eye on him.

McG: Fair enough.

Batman!Bale: It’s the second time that he doesn’t give a FUCK about what is going on in front of the camera, alright? I’m trying to fucking do a scene here, and I am going “Why the fuck is Shane walking in there? What is he doing there?” Do you understand my mind is not in the scene if you’re doing that?

Shane: I absolutely apologize. I’m sorry, I did not mean anything by it.

Bale: Stay off the fucking set man. For fuck-sake. Alright, let’s go again.

McG: Let’s just take a minute.

Bale: Let’s not take a fucking minute, let’s go again. And have YOU fucking walking in! Can I have Tom put this on please.

Franklin: Can I have Tom in wardrobe please? Can I have Tom in wardrobe?

Bale: You’re unbelievable, you’re un-fucking-believable. Number of times you’re strolling-a-fucking around in the background. I’ve never had a DP behave like this. Ehhh…you don’t fucking understand what it’s like working with actors, that’s what that is.

Shane: No, that’s –

Bale: That’s what that is man, I’m telling you. I’m not asking, I’m telling you. You wouldn’t have done that otherwise.

Shane: No, what it is, is looking at the light and making sure, that you are, ugh –

American PsychoBale: I’M GOING TO FUCKING KICK YOUR FUCKING ASS IF YOU DON’T SHUT FOR A SECOND! ALRIGHT?

Unknowns: Christian, Christian. It’s cool.

Bale: I’m going to go…Do you want me to fucking go trash your lights? DO YOU WANT ME TO FUCKING TRASH YOUR? Then why are you trashing my scene?

Shane: I’m not trying to trash your scene.

Bale: You are trashing my scene!

Shane: Christian, I was only –

Bale: You do it one more fucking time and I ain’t walking on this set if you’re still hired. I’m fucking serious. You’re a nice guy. You’re a nice guy, but that don’t fucking cut it when you’re bullshitting and fucking around like this on set.

McG: Alright, I know, let’s, let’s — (inaudible) –

Bale: Yeah, you might get it. He doesn’t fucking get it.

McG: I got it, I know. I get it. I get it. I know.

Bale: You might. He. Does. Not. Get It.

McG: We made good adjustments. For real, honestly. I get it. Just walk for five seconds.

Bale: No, I don’t need any fucking walking. He needs to stop walking.

McG: I get that –

Bale: I ain’t the one walking. Let’s get Tom and put this back on and let’s go again. Seriously man, you and me, we’re fucking done professionally. Fucking ass.

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 3, 2009 em 5:02 pm

Herói real

com um comentário

Brasília é a capital do país. Talvez por isso, e por guardar lá todos os segredos (os bons e os ruins) das pessoas que comandam o Brasil, é uma cidade carente de verdadeiros heróis. Mas não, a cidade não tem mais o que temer. Agora Brasília tem Leônidas Fontes, o herói das águas.

Surreal.

Pescado no Trabalho Sujo.

Escrito por Bruno Reis

Fevereiro 2, 2009 em 11:44 am