Misquilinas

Um bocado de um tudo só

Archive for Janeiro 2009

My Girls

com um comentário

Clipe do Animal Collective, banda que vai ser assunto da Coluna B de amanhã.

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 30, 2009 em 4:11 pm

Publicado em coisas da internet, música

Coachella ‘09

com um comentário

Um dos maiores festivais de música do mundo, o Coachella 2009 foi anunciado e vai levar dezenas de atrações a Indio, na Califórnia. Tem gente falando mal do line up, mas eu discordo. Pode ser que as atrações principais não sejam as dos sonhos, mas entre as bandas “menores” tem show bom a dar com o pau. Até o brasileiro Gui Boratto e o pessoal do N.A.S.A. vão estar por lá. Dá uma olhada. 

coa

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 30, 2009 em 11:02 am

Publicado em coisas da internet, música

No Café

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Mais uma coluna, esta com texto das antigas: clica aqui, vai.

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 28, 2009 em 3:12 pm

Publicado em conto

Propaganda

com um comentário

Nos últimos dias, a publicidade me chamou a atenção com força em uma ação feita no metrô de Londres e o novo comercial da Cadbury.

A ação é da T-Mobile, foi realizada em 15 de janeiro (no dia do meu aniversário, hehe) e uniu mais de 300 pessoas na maior estação de metrô da capital inglesa. Fantástico.

 

Já o filme da Cadbury tem a promessa de ser a nova febre viral da net. Depois do emocionado gorila tocando bateria ao som de Phil Collins, é a vez da “Dança das Sobrancelhas”. Foda.

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 26, 2009 em 6:13 pm

Publicado em propaganda

Novo Ópio

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Tá lá já. Clica.

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 21, 2009 em 11:46 am

Publicado em conto

Vicky Cristina Barcelona – diário de bordo

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Woody Allen, a pedido do jornal inglês Guardian, escreveu um artigo em que apresentava uma espécie de diário das filmagens de “Vicky Cristina Barcelona“, seu último filme.

O artigo é simplesmente hilário e inclui “confissões” geniais do diretor acerca do filme, das atuações e dos bastidores do longa. Veja alguns trechos:

“Scarlett came to me today with one of those questions actors ask: ‘What’s my motivation?’ I shot back: ‘Your salary.’”

“Rebecca Hall, though young and in her first major role, is a bit more temperamental than I thought and had me barred from the set. I explained the director must be present to direct the film. Try as I may, I could not convince her and had to disguise as man delivering lunch to sneak back on the set.”

“Once again I had to help Javier with the love-making scenes. (…) Oscar-winner that he is, the man still needs me to show him how to play passion. I grabbed Penélope and with one motion tore her clothes off.”

Por favor, leia a matéria completa aqui. Imprescindível.

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 21, 2009 em 11:39 am

Publicado em cinema, coisas da internet

Los Hermanos – não é a volta

com 2 comentários

Ontem o Bruno Medina, tecladista do Los Hermanos, falou sobre esse “retorno” do grupo em seu blog no G1. Negando-o como retorno, pra ser mais exato.

Segundo o músico, é verdadeira a informação que a banda vai tocar no mesmo palco de Kraftwerk, Vanguart e Radiohead, mas isso está longe de ser um retorno da banda. ”Estes shows não significam um retorno do Los Hermanos à sua regressa rotina; não se deixem iludir por especulações quanto a uma nova turnê ou a pré-produção de um quinto disco. O que há, por enquanto, são apenas estas apresentações e nada além”. Medina também comentou sobre como essa volta aos palcos aconteceu: ”Estas duas apresentações não estavam previstas; a ideia partiu dos organizadores do festival que, mesmo considerando pequenas as chances de contar com nossa participação no evento, resolveram fazer o convite. E deu certo”.

E está falado.

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 15, 2009 em 2:40 pm

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28 hoje

com 2 comentários

28

Pronto, cheguei na casa dos 28. 

Os trinta estão logo ali.
Medo.
=) 

(imagem surrupiada deste flickr)

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 15, 2009 em 10:26 am

Publicado em cotidiano

“Pelos” no Café

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Essa nova norma ortográfica é bem esquisita. Escrevi um texto sobre tirar a barba (algo que fiz semana passada, após anos sem ver meu rosto por inteiro) e passei o tempo todo estranhando a falta do circunflexo na palavra “pelo” – neste caso, o cabelinho. 

Mas, enfim, lá está o texto. Clique e leia.

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 14, 2009 em 1:52 pm

Publicado em conto

Los Hermanos – a volta

com 4 comentários

Faz umas boas seis semanas que escutei da amiga Carol Berger essa história do Los Hermanos voltar com um show no festival que traria o Radiohead ao Brasil. Duvidei, disse que era quase impossível.

Quebrei a cara.

Hoje o site da MTV confirmou: o evento “Just A Fest”, que vai trazer o Radiohead para o Brasil, e que já tinha anunciado o Kraftwerk como banda de abertura, anunciou mais dois participantes do festival: ninguém menos que Los Hermanos e Vanguart.

Essa história acaba batendo coma quela outra de que o Amarante, durante a turnê do Little Joy, falou que os hermanos iam voltar para apenas um show e, mais pro fim do ano, se reuniriam para gravar o quinto disco da banda. A primeira parte, do show, já se confirmou. Já o resto, só o tempo dirá.

Está anunciado oficialmente, então, o retorno, quase três anos depois, da maior banda de rock do Brasil.

O “Just A Fest” acontecerá nos dias 20 (Apoteose, RJ) e 22 (Chácara do Jockey, SP) de março de 2009.

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 13, 2009 em 9:22 pm

Mete a cara!

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flyer_aniversario

 

A festa de aniversário de Bruno Reis e André Graciotti.
Sábado, 17/01, 22h
Teacher’s Pub – Praia do Canto

DJs:
The Lebowskis
cellardoor
Buteri
e convidados.

*Tá a fim de tocar também? Fale comigo ou com André.*

Entrada R$ 10
Com nome na lista R$ 5

Censura 18 anos
Lista – envie seu nome para ANTIMOFO@GMAIL.COM

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 13, 2009 em 1:05 pm

Efeitos que consertam defeitos

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Vídeo bacana mostra a verdade por trás dos comerciais de TV – ou como utilizar efeitos especiais da melhor maneira possível. Algumas passagens são impressionantes.

Clique aqui e veja o vídeo.

(Via Ad Me)

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 8, 2009 em 4:55 pm

Publicado em cotidiano, cultura útil

Ópio I

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A primeira coluna Ópio no Café de 2009 está no ar na Revista Paradoxo.

Enjoy.

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 7, 2009 em 6:04 pm

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50 melhores discos de 2008

com um comentário

Agora que 2009 começou no blog, vamos dar um pulinho no ano passado. Dê uma olhada na lista dos 50 melhores discos lançados em 2008 que fiz para a Coluna B, com os comentários originais, sem cortes – só pra ficar registrado, alguns textos ficaram bem diferentes na edição do jornal, devido ao espaço que a coluna ocupa. Mas tá valendo. 

 

50 melhores álbuns – 2008:
 

1 – TV on the Radio, “Dear Science”

Todos os dias ouço que tudo feito na música atual é mera cópia do que já foi produzido em décadas passadas. Vivo a escutar reclamações daqueles que não conseguem se desapegar do passado, que acham que hoje tudo é porcaria, é menor ou menos importante. É para essas pessoas, que não têm capacidade de olhar para frente, para esses retrógrados musicais, que ofereço o primeiro lugar desta lista. Ouçam e calem-se, não necessariamente nesta ordem. 

 

2 – Portishead, “Third”

O Portishead demorou mais de dez anos para lançar um novo disco. Nesse tempo todo, muita coisa foi feita ao redor do mundo, mas poucas soaram realmente inovadoras, modernas e, ainda assim, com a personalidade intacta quando este “Third”. A banda que praticamente inventou o trip hop fez agora o favor de atualizar o gênero para os tempos modernos. Um disco obrigatório. 

 

3 – She & Him, “Volume 1″

Zooey Deschanel me conquistou sem dó em 2008. Amparada pelo talentoso músico M. Ward, a moça deu voz ao She & Him – e que voz. Os belos olhos azuis pouco importam quando se ouve faixas como “Take it Back”, “Got Me”, “Change Is Hard”, “This Is Not A Test”, “I Was Made For You”, entre todas as outras de “Volume 1″. Um disco para se ter na cabeceira da cama, pra qualquer momento.

 

4 – Sigur Rós, “Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust”

Concordo com quem diz que é complicado pronunciar ou até mesmo soletrar o nome deste disco. Mas é a coisa mais fácil do mundo se apaixonar por ele. Desafio qualquer um a achar outro disco em 2008 que seja tão bonito, tão fora do comum, tão pronto para embalar qualquer fechar de olhos, vôo de pensamento e dormência do corpo. Mesmo indo ao pop, o Sigur Rós é inigualável. 

 

5 – Kings of Leon, “Only by the Night”

Ok, podemos dizer que este é o melhor disco da carreira do KoL. Não seria difícil, já que, na verdade, apenas o primeiro álbum dos quatro já lançados é capaz de disputar essa posição com “Only by the Night”. Mas isso pouco importa. O bacana aqui é ver uma banda solta, no auge da forma, com um álbum consistente e faixas excelentes como “Sex on Fire”, “Use Somebody” e “Notion”.
 

6 – Emiliana Torrini, “Me and Armini”

A incrível capacidade que essa cantora islandesa tem de se reinventar a cada álbum ficou ainda mais clara neste disco, lotado de canções lindíssimas caminhando entre reggae, folk, rock, trip hop e ensaiando até uma espécie de valsa indie. A voz iluminada da moça desliza suave pelos nossos ouvidos a cada verso, dando uma breve idéia de como a vida pode valer a pena. 

 

7 – Little Joy, “Little Joy”

A melhor coisa da união entre o stroke Fab Moretti, o hermano Rodrigo Amarante e a cantora Binki Shapiro é o clima amistoso que as músicas trazem, passando para os ouvintes o que elas realmente são: resultado da parceria despretensiosa entre alguns amigos. A qualidade indiscutível dos músicos envolvidos no projeto cuidou para que tudo em “Little Joy” saísse beirando a perfeição. 

 

8 – Russian Red, “I Love Your Glasses”

Quando achei essa cantora espanhola na internet, o autor do blog, diretamente de Madri, dizia ser “o melhor disco espanhol dos últimos trinta anos”. Achei um certo exagero, mas bastou ouvir uma vez e minha descrença caiu por terra. “I Love Your Glasses” é fantástico, intimista como poucos, suave na medida certa, doce, melódico, esperto, e trouxe ao mundo a incrível “Cigarretes”. 

 

9 – Marcelo Camelo, “Sou”

Com a pausa nas atividades do Los Hermanos, cada integrande pôde fazer o que mais lhe apetecia. Ao lado do Hurtmold, Marcelo Camelo arrumou suas músicas da maneira que quis, enfrentou novos modelos rítmicos, deu a cara para bater e acabou por realizar um lindo disco onde cabe tudo: de MPB a indie rock, de marchinha a música latina, de balada voz e violão a canções instrumentais. P.S.: e o melhor, Camelo deve mostrar “Sou” em Vitória logo no começo de 2009. 

 

10 – The Chapin Sisters, “The Lake Bottom LP”

As três irmãs da família Chapin (apesar de uma ser “emprestada”) estrearam com um álbum que ultrapassa qualquer expectativa em torno de uma banda de meninas. Investindo pesado nas melodias vocais, na sobreposição de vozes e em um folk mais alternativo, derramaram uma doçura inconfundível em faixas como “Shady River”, “Let Me Go”, “Girlfriend” e “Kill Me Now”. 

 

11 – Solana, “Feliz, Feliz”

A combinação certeira de letras espertas, arranjos bem feitos e a produção esmerada que o Solana trouxe em seu segundo disco o colocou ao lado das grandes novidades nacionais de 2008. “Feliz, Feliz” ultrapassa seus próprios limites em faixas viciantes como “O Interior de um Edifício Debaixo do Mar”, “Deruchett”, “A Melodia Bonny Dundee” e “As Perfeições do Desastre”. 

 

12 – Elbow, “The Seldom Seen Kid”

Um disco que bate “In Rainbows” do Radiohead e “Untrue” do Burial para ficar com o Mercury Prize, conceituada premiação inglesa, merece todo o respeito. Troféus à parte, o que realmente conquista em “The Seldom Seen Kid” é o conjunto de belas melodias em arranjos impecáveis que a banda produz, e faixas como as fantástica “Grounds For Divorce” e “Mirrorball”.

 

13 – MGMT, “Oracular Spetacular”

Em cima do palco, bem aqui pertinho da gente, no Teatro da Ufes, deu para perceber que o negócio desses americanos é mesmo em disco. Porque em “Oracular Spetacular” estão algumas das músicas que dominaram o ano, como as já clássicas “Kids”, “Time to Pretend” e “Electric Feel”. A mistura pouco provável de psicodelia rocker e exagero glam rendeu um ótimo resultado.

 

14 – Death Cab For Cutie, “Narrow Stairs”

Com a banda liderada por Ben Gibbard é assim: sempre que lança disco, lá está o DCFC listado entre os melhores do ano. Difícil sair coisa ruim. Em “Narrow Stairs”, segundo disco por uma grande gravadora e sexto da carreira, a banda ousou, variou formatos, abusou das belas melodias e compôs uma das músicas mais bacanas de 2008, a progressiva  e linda “I Will Possess Your Heart”.

 

15 – Sons and Daughters, “This Gift”

Dê o play e a festa começa. Impossível ficar estático em qualquer das doze faixas de “This Gift”. O fantástico segundo disco dos escoceses é para acabar com a monotonia de qualquer lugar. A banda não tira o pé um segundo – nem mesmo nas faixas mais suaves temos a sensação de desaceleração. E por acaso tem coisa melhor do que isso para um álbum de rock?

 

16 – Keane, “Perfect Symetry”

Antes de escutar esse disco, ouvi dizer que o Keane tinha se reinventado. Não é bem assim. As meladas (e deliciosas) baladinhas ao piano ainda estão lá. Mas a banda acrescentou de vez as guitarras ao repertório, deu uma repaginada nos arranjos, acelerou em algumas faixas e realizou um ótimo disco. Enquanto “Spiralling” e “Lovers Are Losing” representam o novo Keane, o antigo continua lá com “You Don’t See Me” e “Love is the End”.

 

17 – Raconteurs, “Consolers of the Lonely”

O Raconteurs deu um susto no mundo musical ao anunciar, de surpresa, que lançaria um novo disco na semana seguinte. A estratégia deu resultado, mas graças à qualidade do material. Nesta segunda fornada, os artistas Jack White e Brendan Benson experimentam abusar de metais, piano e guitarras distorcidas, entregando um disco no mesmo nível ou até superior ao primeiro. 

 

18 – Bloc Party, “Intimacy”

Se juntarmos os dois primeiros discos do Bloc Party e fizermos um suco, o resultado seria justamente “Intimacy”. Ao mesmo tempo em que traz as urgentes canções que forjaram a fama desta que é uma das melhores bandas deste século, o álbum também tem seus momentos contemplativos, que são mais a cara do segundo disco. Basta comparar o petardo “Mercury” com a contida “Signs”. 

 

19 – Fleet Foxes, “Fleet Foxes”

Ouvir “Fleet Foxes” é adentrar um mundo cheio de climas etéreos e imagens imediatas: céu ensolarado com ventinho frio, vales enormes, árvores amareladas, você deitado numa grama, olhando o dia passar devagar. A banda encontrou a química perfeita, com vozes suaves, em coro ou solitárias, adornadas com belos dedilhados de violão em arranjos intimistas. É o neo folk, com uma cara danada dos sonhadores anos 60. 

 

20 – Black Keys, “Attack and Release”

Mais uma união entre banda e produtor que rende frutos fantásticos. Quando o Black Keys anunciou seu novo disco com produção de Danger Mouse (metade do Gnarls Barkley), nem todo mundo esperava uma pancada desta magnitude. O berro setentista e blueseiro das guitarras, as batidas amplas e a voz perfeitamente empostada fazem de “Attack and Release” um sinônimo de disco de rock bem concebido e produzido. 

 

21 – Jakob Dylan, “Seeing Things”

Filho de Bob Dylan, Jakob passou anos com o Wallflowers sem ter feito algo que realmente se destacasse (tirando a linda música “Used To Be Lucky”). Quando entrou no negócio do pai, o folk, mostrou que pode dar sua contribuição à música. Dylan solta o vozeirão acompanhado por violões inspirados e alguma percussão discreta. Não era preciso mais do que isso para dar à luz esse belo disco solo.

 

22 – Jenny Lewis, “Acid Tongue”

Neste segundo disco solo, Lewis se despe das Watson Twins, companheiras do álbum anterior, e veste a fantasia de estrela solitária, apesar das excelentes participações de She & Him, Elvis Costello e Chris Robinson (Black Crowes). A forma como ela une faixas mais lentas (“Pretty Bird”, “Trying My Best To Love You”, “Bad Man’s World”, “Acid Tongue”) às mais rápidas (“Next Messiah”, “Jack Killed Mom”, “Carpetbaggers”) é incrível.  

 

23 – Cut Copy, “In Ghost Colours”

O Cut Copy faz música para empolgar. A mistura de eletrônico e rock, com pegada dançante e qualidade incontestável nas melodias, faz qualquer um se render às pistas. “In Ghost Colours” é uma coleção de hits, começando com “Feel the Love”, passando por “Lights and Music” e chegando à contagiante “Hearts On Fire”. 

 

24 – R.E.M., “Accelerate”

Com esse disco, a banda de Michael Stipe retomou o fôlego, olhou para trás com a cabeça no futuro e voltou aos seus melhores dias. Músicas como “Supernatural Superserious”, “Living Well is the Best Revenge” e “Until the Day is Done” nasceram para entrar diretamente no rol de melhores de todos os tempos do R.E.M. 

 

25 – Kaiser Chiefs, “Off With Their Heads”

Taí uma união que deu muito certo: Kaiser Chiefs + Mark Ronson. O produtor inglês, um dos queridinhos da música atual, deu mais frescor às composições da banda. Faixas como “Tomato in the Rain”, “Never Miss A Beat”, “Good Days Bad Days” e “Remember You’re A Girl” dão o tom do disco: músicas que vão além do que os Chiefs estão acostumados.
 

26 – Jamie Lidell, “Jim” – soul music moderna e irresistível. Esse cara ainda vai dar muito o que falar.

27 – Azevedo Silva, “Autista” – esses portugueses melancólicos são praticamente um Radiohead luso. 

28 – Aaron Thomas, “Follow the Elephants” – a Austrália continua linda, pop e melódica. 

29 – Our Broken Garden, “Lost Sailor EP” / “When Your Blackening Shows” – doçura em dose dupla, com EP e disco.

30 – Beach House, “Devotion” – casa de praia sim, mas com céu cinza e gotas caindo do céu. Adoro. 

31 – Bon Iver, “For Emma, Forever Ago” – folk puro, sentimental até os ossos.

32 – Mallu Magalhães, “Mallu Magalhães” – a menina que prometia muito, cumpriu. Belo disco.

33 – Foals, “Antidotes” – se a pasmaceira é um veneno, o Foals tem o antídoto perfeito. 

34 – Oasis, “Dig Out Your Soul” – para os que estão ocupados demais aguardando um novo “Definitely Maybe”: estão perdendo um discão.

35 – Cat Power, “Jukebox” – a voz saborosa de Chan Marshall transformando clássicos antigos em clássicos atuais. 

36 – Aimee Mann, “@#%&^! Smilers” – a veterana cantora em mais um disco lindíssimo. 

37 – Adele, “19″ – mais uma inglesinha de Mark Ronson, dona do fantástico hit “Chasing Pavements”

38 – The Last Shadow Puppets, “The Age of Understatement” – Alex Turner vai além do que se espera dele – e não decepciona.

39 – CSS, “Donkey” – Para os gringos, eles ficaram mais chatos. Pra mim, estão melhores do que nunca. 

40 – Alphabeat, “This Is Alphabeat” – se um dia você estiver procurando o significado de “música pop”, ouça esse disco.

41 – Land of Talk, “Some Are Lakes” – Os anos 90 não acabaram para a banda canadense. Que bom. 

42 – Isobel Campbell and Mark Lanegan, “Sunday At Devil Dirt” – A bela e a fera lançam mais um disco bonito de doer. 

43 – Sebastien Grainger, “Sebastien Grainger & the Mountains” – Há vida após o DFA 1979. Muita vida. 

44 – The Long Blondes, “Couples” – Um disco que demorei a gostar (até falei mal), mas que depois não consegui parar de ouvir.

45 – Melpo Mene, “Bring the Lions Out” – Bossa nova, indie pop e sentimentos devassados fazem deste um belo disco sueco. 

45 – Vários, “Juno OST” – Quem não se apaixonou por Juno? E pela deliciosa trilha? Eu, sim. 

47 – Of Montreal, “Skeletal Lamping” – Quando o pop fica alucinado, pode ter certeza: é coisa do Of Montreal. 

48 – Coldplay, “Viva la Vida or Death And All His Friends” – A banda finalmente se permitiu mudar, e deu no que deu: ótimo álbum.

49 – The Dodos, “The Visiter” – Que disco bonito! Melódico, ritmado, poético, como deve ser um bom disco de folk. 

50 – Magnetic Morning, “A.M.” – o soturno projeto paralelo de Sam Fogarino do Interpol rendeu um disco imperdível.

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 6, 2009 em 6:05 pm

Publicado em Coluna B, música

Be safe, 2009

sem comentários

Para começar bem 2009, uma música do Cribs que sempre me deixa arrepiado: “Be Safe”. 

Abaixo, um vídeo feito por algum internauta com imagens. Depois, a letra da música, para acompanhar. E, no final, o link de um vídeo da música tocada ao vivo, fodasso, com o Lee Ranaldo nos vocais.
Vejam, ouçam, leiam. Vale a pena. 

Música: “Be Safe”
Banda: The Cribs
Texto: Lee Ranaldo (Sonic Youth)

Refrão:
“I know a place we can go where you’ll fall in love so hard that you’ll wish you were dead”

Texto:
“One of those fucking awful black days when nothing is pleasing and everything that happens is an excuse for anger. An outlet for emotions stockpiled, an arsenal, an armour. These are the days when I hate the world, hate the rich, hate the happy, hate the complacent, the TV watchers, beer drinkers, the satisfied ones. Because I know I can be all of those little hateful things and then I hate myself for realising that. There’s no preventative, directive or safe approach for living. We each know our own fate. We know from our youth how to be treated, how we’ll be received, how we shall end. These things don’t change. You can change your clothes, change your hairstyle, your friends, cities, continents but sooner or later your own self will always catch up. Always it waits in the wings. Ideas swirl but don’t stick. They appear but then run off like rain on the windshield. One of those rainy day car rides my head implodes, the atmosphere in this car a mirror of my skull. Wet, damp, windows dripping and misted with cold. Walls of grey. Nothing good on the radio. Not a thought in my head. 

Lets take life and slow it down incredibly slow, frame by frame with two minutes that take ten years to live out. Yeah, lets do that.

Telephone poles like praying mantras against the sky, metal arms outstretched. So much land travelled so little sense made of it. It doesn’t mean a thing all this land laid out behind us. I’d like to take off into these woods and get good and lost for a while. I’m disgusted with petty concerns; parking tickets, breakfast specials. Does someone just have to carry this weight? Abstract typography, methane inconvenience, linear gospel, Nashville sales lady, and torturous lice, mad Elizabeth. Chemotherapy bullshit.

The light within you shines like a diamond mine, like an unarmed walrus, like a dead man face down on the highway. Like a snake eating its own tail, steam turbine, frog farm, two full closets burst open in disarray, soap bubbles in the sun, hospital death bed, red convertible, shopping list, blowjob, deaths head, devils dancing, bleached white buildings, memories, movements, the movie unfeeling, unreeling, about to begin.

I’ve seen your hallway, you’re a darn call away, I’ve hear your stairs creak. I can fix my mind on your yes, and on your no. I’ll film you face today in the sparkling canals, all red, yellow, blue, green brilliance and silver Dutch reflection. Racing thoughts, racing thoughts. All too real, you’re moving so fast now I cant hold your image. This image I have of your face by the window, me standing beside you arm on your shoulder. A catalogue of images, flashing glimpses then gone again. 

Every clear afternoon now I’ll picture you up in the air twisting your heel, your knees up around me, my face in your hair. You scream so well, your smile so loud it still rings in my ears.

Imitation. Distant, tired of longing. Clean white teeth. Stay the course. Hold the wheel. Steer on to freedom. Open all the boxes.

Open all the boxes.

Open all the boxes.

Open all the boxes.

Times Square midday: newspaper buildings, news headlines going around, you watch as they go, and hope that some good comes. Those tree shadows in the park they’re all whistling chasing leaves. Around six pm, shadows across cobblestones, girl in front of a bathroom mirror she slowly and carefully and paints her face green and mask like. A portrait. A green stripe. Long shot through apartment window, a monologue on top but no girl in shot. The light within you shines like a diamond mine, like an unarmed walrus, like a dead man face down on the highway. Like a snake eating its own tail steam turbine, frog farm, two full closets burst open in disarray, soap bubbles in the sun, hospital death bed, red convertible, shopping list, blowjob, deaths head, devils dancing, bleached white buildings, memories, movements. The movie unreeling, about to begin.”

Ao vivo (clique ali embaixo, infelizmente o site não faz embed):
The Cribs – Be Safe [Live] 

 

Feliz 2009.

Escrito por Bruno Reis

Janeiro 6, 2009 em 5:12 pm

Publicado em coisas da internet, música