Archive for Setembro 2008
Chuck Norris nunca morre
Entre na página de procura do Google, digite ”find chuck norris”, assim mesmo, com aspas, e clique em “estou com sorte”.
Eu ri.
(Dica do André)
Ópio real
Hoje, uma história verdadeira na coluna da Paradoxo.
música nova do Cellardoor
O Cellardoor, projeto solo do André Graciotti (guitarrista da terrorturbo), está com novo single. É a faixa “I Choose Rapture”. Pegada bacana, quase instrumental – a não ser pelas frases sampleadas que aparecem aqui e ali. Guitarras urgentes, pegada veloz e quebras muito interessantes recortam a música em várias. Não é porque o cara é meu amigo, não: vale muito a pena escutar.
Camelo + Mallu
Aproveitando o gancho da Coluna B de hoje: ontem o Marcelo Camelo fez o primeiro show de sua turnê solo, no festival “No Ar Coquetel Molotov” em Recife-PE. E a Mallu Magalhães, que também tocou por lá, fez uma participação especial na faixa que cantam juntos no disco “Sou”, a fofa “Janta”. E chorou, tadinha, hehe. Mas ficou bonitinho, vai… vê aí.
(via TrabalhoSujo)
ex-Hermanos se mexem
Os integrantes-alma do Los Hermanos começam a deixar a ressaca do “fim” da banda para mostrar trabalho. Já era hora dos principais compositores da banda saírem do exílio, né?
Como todo mundo já sabe, o Marcelo Camelo está lançando (gerúndio porque o lançamento continua, de pouquinho em pouquinho) seu primeiro disco solo, “Sou”. O negócio é bem bom e vai ser assunto da minha coluna em A Gazeta nesse fim de semana. Dêem uma lida.
Já o outro hermano, Rodrigo Amarante, finalmente liberou no MySpace de sua nova banda algumas faixas do disco que serrá lançado em novembro. O Little Joy é formado por Amarante, o baterista do Strokes, Fabrizio Moretti, e a namorada desse último, Binki Shapiro.
E aí, quem você acha que mandou melhor? Claro que ainda não dá pra dizer com certeza, mas eu gostei muito dos dois. Trabalhos completamente diferentes, aliás. Acredito que, daqui a uns bons anos, com os dois se firmando no cenário musical por conta própria, vai ser até difícil acreditar que fizeram parte da mesma banda, tal será a diferença de caminhos. Será?
P.S.: só pra não esquecer dos outros dois, o Bruno Medina está tocando na banda que acompanha Adriana Calcanhoto e Rodrigo Barba é agora baterista do Canastra.
Ópio no Café
Mais uma coluna inédita. Clique aqui e leia.
Eu vi Cegueira
E preciso dizer: ele conseguiu. Apesar de todas as dúvidas, de todos os questionamentos a respeito de como a história seria levada às telas, o diretor brasileiro Fernando Meirelles conseguiu realizar um filme lindo, atormentado, devastador, tenso e brilhante. O que era dúvida se tornou certeza. “Ensaio Sobre a Cegueira” também funciona como cinema.
Sempre que leio um livro, faço uma espécie de filme na minha cabeça, imaginando as cenas, os cenários, a entonação dos diálogos, entre mil outras pequenas loucuras. Li “Ensaio Sobre a Cegueira” alguns anos atrás esimplesmente não conseguia imaginar como ele seria transposto para a tela. A obra de José Saramago é tão densa, tão sensitiva, que para mim as imagens seriam sempre muito menores que as sensações.
Ledo engano.
Ainda assim, acredito que exista ali dois filmes: um para quem leu o livro, outro para quem não leu. E também acho que há nos dois duas histórias, ou pelo menos dois pontos de vista diferentes. Enquanto no livro a gente sente a cegueira com mais potência, nos colocando mais ao lado dos cegos do que da mulher do médico, no filme somos uma espécia de voyeurs do caos, observando perplexos, ao lado da personagem de Julianne Moore, a ojeriza em que se transforma um mundo sem imagens, sem percepções, sem regras. Sei que Meirelles várias vezes passa a idéia de cegueira através de imagens de maneira brilhante, mas poder entrar nesses dois mundos diferentes é fabuloso.
Fico, afinal, sem entender um número incomum de críticas negativas ao filme. Procurei analisar os erros que me apresentaram e, sinceramente, não concordo. “Ensaio Sobre a Cegueira” é um filme que chega absurdamente próximo à perfeição.
Cotação: 4,5/5 estrelas
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Ópio
Novas do Camelo
Já tem música nova do Marcelo Camelo disponível na rede. Dizem que já é possível baixar quase todas do disco perdidas por aí, mas por enquanto sei do site dele no Terra. E tem música bem boa.




