Archive for Julho 2008
Ópio no Café
Atrasado, mas em tempo: coluna inédita aqui.
Kanye no TIM Festival
Da assessoria da TIM:
“O rapper e produtor americano Kanye West é a 11ª atração confirmada para a sexta edição do TIM Festival, que acontece este ano na segunda quinzena de outubro nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória. Kanye trará ao país o seu show Glow in the dark, saudado pela crítica norte-americana como um dos melhores já produzidos nesta década.”
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Coluna da semana
Presente de aniversário
Já decidi o que eu quero ganhar de aniversário.
Quero subir no palco em um show do Radiohead só pra fazer aquele backing vocal “Eeeeee-aaaaaaa” de “Wierd Fishes/Arpeggi”. Depois eu saio e fico feliz pro resto da vida.
É moleza, tenho certeza que alguém vai conseguir isso pra mim.
De mudança
Pra quem não sabe, o autor desse blog não vive apenas blogando e escrevendo colunas. Na minha verdadeira profissão – redator publicitário – há mudanças acontecendo.
Estou saindo da Nave, agência onde fiquei por quase dois anos.
Em breve começo uma nova fase na Aquatro.
Wish me luck!
Why so serious?
Impressionante é uma das palavras que podem ser empregadas na hora de descrever a atuação de Heath Ledger como Coringa neste Batman – O Cavaleiro das Trevas. O filme é ótimo, muita ação, roteiro bem amarrado, atuações excelentes… mas o Coringa é absurdo. É engraçado e assustador ao mesmo tempo. Os risos em cenas dele às vezes eram mais de nervoso do que tudo. Você simplesmente não vê o ator – enxerga apenas, e com riqueza de detalhes, o monstro louco de cara pintada e cheia de cicatrizes.
Eu sei que todo mundo que viu o filme já falou isso, mas eu precisava falar também. O cara arrasou.
Coluna nova
E inédita! =)
Clica aqui, vai.
ETs
Hein, diz pra mim alguém, por favor, de que planeta vieram esses caras do Radiohead? Por que tudo deles é SEMPRE absolutamente mais foda do que das outras pessoas?
To assustado. O clipe de “House Of Cards” é só mais um exemplo.
Comece a guardar dinheiro
Final de março, começo de abril. Segundo o jornalista Lúcio Ribeiro, é nessa época que o Brasil vai parar para ver o RADIOHEAD tocar pela primeira vez no país. E parece que não é balela: utilizando palavras do próprio Lúcio, a série de shows está “con-fir-ma-da”.
Coluna atrasada…
… mas limpinha, apesar das baratas. No ar.
Hancock
Durante os últimos meses, o trailer de um filme me chamava atenção nos cinemas. Um homem com super-poderes, ao mesmo tempo alcoólatra e meio revoltado com a vida, cuidava de um ou outro perigo, perseguia e prendia alguns bandidos, mas sempre que o fazia deixava um rastro de destruição e prejuízo pelo caminho. Estrelado por Will Smith, que só tem crescido no meu conceito, e esbanjando um bom humor evidente desde a premissa inciial, “Hancock” parecia mesmo ser um filmaço, divertido, interessante e intrigante. Mas, ao finalmente assistir ao longa de Peter Berg, me dei conta (mais uma vez, eu nunca aprendo) de que um bom trailer não garante a qualidade de um longa.
Pra ser sincero, “Hancock” até consegue ser divertido, interessante e intrigante, principalmente durante metade de sua duração e em alguns momentos isolados. Mas a indefinição do clima do filme, que vai da comédia ao dramalhão, passando pela ação, em questão de minutos, acaba com a nossa capacidade de acompanhar o que está acontecendo. Ficamos tão perdidos quanto o próprio Hancock, que não sabe quem é, de onde veio e nem o próprio nome – só se lembra de um dia ter acordado em um hospital com super-poderes. Nós, espectadores, a certa altura não sabemos mais que filme estamos vendo, se esse que passa agora é o mesmo de quando entramos na sala ou se o cinema é em Jardim da Penha ou na Enseada do Suá.
Berg tenta dar algum direcionamento desde o começo do longa, o que apenas faz dele ainda mais equivocado em sua abordagem. Ainda na fase “comédia”, o diretor já usa recursos de drama, como longos takes fechados, closes, câmeras tremidas, desfoques e etc, que mostram o quão perdido ele estava. Talvez o próprio cineasta estivesse tentando descobrir até onde deveria ir com a comédia e o tanto que poderia chafurdar no drama, mas tenha terminado de rodar e montar o projeto sem saber bem onde começa e onde termina cada um.
Quando Hancock (Will Smith) anda fazendo besteira pela cidade, às vezes na melhor das intenções, o filme alcança seus momentos mais incríveis. É divertido ver na tela a desconstrução de um super-homem que não foi adotado pela família Kent, ou de um X-Men que não foi acolhido pelo Professor Xavier. A mesma sociedade que depende dele para limpar o crime das ruas também o culpa pelas mazelas que comete ao não controlar sua força corretamente – ou, pra ser mais sincero, ao não se importar tanto com os efeitos colaterais que causa. Ao ser convencido pelo algo fracassado relações-públicas Ray Ambrey (Jason Bateman) a se entregar à polícia que o procura pelos estragos que anda fazendo, Hancock ainda consegue manter o filme no alto.
O problema vem quando Mary (a linda Charlize Theron) mete o pé na porta e entra na história com força total. Tudo vira uma zona – desde o roteiro, que fica confuso, até o próprio rumo da narrativa, que embarca em uma montanha-russa de emoções descontrolada. O que antes mais deixava a população fula, as destruições da cidade, agora parecem não fazer nem cócegas em ninguém, já que em momento algum o esquema “a cidade contra Hancock” é mostrado novamente – e olha que a destruição, digamos, dobra de tamanho. Ao tentar explicar demais, o script cai em armadilhas velhas de quem sabe que está perdido.
Uma pena, já que a comédia parecia mesmo o destino mais produtivo para o herói maluco. Uma cena nos créditos ainda tenta retomar de onde o filme deixou de ser bacana, mas aí já era tarde demais. Apesar de ser Hancock o cara a quem chamaríamos de “salvador”, ao final quem precisava ter sido salvo era justamente ele e seu filme meia-bomba.
Cotação: 2,5/5 estrelas
Ópio na Paradoxo
Nova coluna já está no ar. É aquele esquema, clica e lê.
Tem que ver

Dizem por aí que a Pixar conseguiu novamente. Não, gente. É mais do que isso. A Pixar desta vez se superou. Como filme, “Wall-E” é simplesmente perfeito. Como entretenimento para todas as idades, também. E como ensinamento, crítica à sociedade e tal e coisa, idem. Ou seja, o filme alcança todos os objetivos que traçou, com louvor. Melhor, impossível.
Esse filme ganha o famoso selo “tem que ver”. O mais rápido possível.
Ah, falei sobre ele no Outernative.




