Archive for Maio 2008
Pork and Beans
Eu sei que todo mundo já deve ter visto, já deve ter postado no próprio blog e o caralho, mas eu achei o clipe novo do Weezer tão legal, mas tão legal, que vou colocar aqui também.
A Val que me deu a dica.
Eco inquieto
“Não acredito na felicidade – estou lhe dizendo a verdade. Acredito apenas na inquietude. Ou seja, nunca estou feliz por completo – sempre preciso fazer outra coisa. Mas admito que na vida existem felicidades que duram dez segundos ou meia hora, como quando nasceu meu primeiro filho -naquele instante, eu estava feliz. Mas são momentos muito breves. Alguém que é feliz a vida toda é um cretino. Por isso, antes de ser feliz, prefiro ser inquieto.”
Umberto Eco.
Coloquei até no meu orkut, com uma ou outra edição, essa citação do Umberto Eco. Acho o pensamento perfeito, e vai ao encontro com os meus sentimentos. Também duvido da felicidade e de quem se diz feliz o tempo todo. Todo mundo quer sempre mais, ninguém está satisfeito, por mais que tenha todos os motivos para tanto. E querer mais é buscar a felicidade sempre, é a negação, a própria inquietude.
Prefiro também ser inquieto.
Yanto Laitano
Você vê o título desse post e se pergunta, “que porra é essa?”. Entendo perfeitamente.
Mas respondo.
Fiquei sabendo dele no Ilustrada no Pop. Esse camarada (acho que é mesmo o nome dele) é gaúcho, meio louco e postou no MySpace dele umas músicas que são – até me lembrei do clássico momento de Maísa – ruins e ótimas. Ao mesmo tempo que soa brega, também é deliciosamente pop, com aqueles pianinhos cortando a música de fora a fora. As letras vão do ridículo ao cômico, mas sempre boas, de alguma maneira.
Ouça “Eu Não Sou Daqui” e “Meu Amor”.
Blog-diário
Poderia começar esse texto com um “querido diário”, mas, bem, não tô no clima.
Era pra ser um texto alegre, com começo meio tenso, desenvolvimento engraçadinho e final feliz, de coisas boas acontecendo, gente se beijando sem querer saber onde está, reencontros felizes, viagens e chegadas. É duro ir contra a correnteza e, com tanta coisa estranha acontecendo na cabeça, conseguir ainda tirar um texto com o famoso efeito “sorrisinho canto-de-boca”. O clima simplesmente não deixa que as idéias alcancem o humor bom.
Hoje é um daqueles dias em que pensar na morte, da bezerra ou no conceito dela, cabe certinho. Hoje é dia de ser chato, de ver o time perder na TV, assistir a um filme triste e ruim, ser pessimista sobre todas as possibilidades que a vida colocar à sua frente, mesmo aquelas em que quase não dá pra dar errado. Odeio os dias em que eu não consigo me equilibrar, em que o tombo parece mais próximo que o salto. E eu sempre caio, tropeço no liso, escorrego sozinho. Os dias em que as cascas de bananas proliferam pelo chão.
É justamente nesses dias que as coisas que podem acontecer não acontecem. E a gente finge que tá tudo nomal e que amanhã vai ser outro dia, mas não é verdade. Se dormir fosse remédio, a expressão “dormir no ponto” seria positiva. Os dias não mudam nada, a gente só dorme e acorda, mas as merdas continuam acontecendo, a diferença é só a cor do céu. E aqui estou eu, contrariando a minha própria idéia de que estou em um “dia” ruim. Isso significa que tirar as mãos do teclado seria agora a coisa mais inteligente a se fazer, mas quem disse que nesses dias as pessoas se dão a oportunidade de serem inteligentes?
Um exemplo de não ser inteligente é justamente este texto, que não sei nem porque existe. Deve ser a vontade de mostrar para o outro, nesse caso o computador, que você está em um dia ruim e que é bom não mexer contigo. Bolas. Vi duas pessoas bacanas, com quem não falo há tempos, online no MSN – mas acho que hoje não é um bom dia de “colocar o papo em dia”. Não vou ter saco para “ei sumido”, “conta aí o que você anda fazendo!”, “sério? mas por quê?”, “e seus pais, tão bem?” e expressões afins, que sempre demandam muito tempo para respostas.
É, enquanto isso o orkut está ali, o Gmail também, o last.fm, os blogs, o Pitchfork e o Metacritic, todos olhando para a minha cara. A garrafinha de água está seca, aqui do lado, pertinho do celular que não faz um pio sequer. Estou pensando em tomar um gole daquele suco de uva. Estou olhando para a Rolling Stone do mês e sentindo uma preguiça incrível. Estou até baixando alguns discos nesse momento e escutando outros que baixei durante a semana e ainda não tinha conseguido ouvir com calma. Por exemplo, Aimee Mann e Martha Wainwright, duas cantoras bacanas e que estão cooperando para o meu dia ser um pouco mais melancólico. Dia? Não diria isso. Talvez momentos, horas, semanas, vai saber. Eu sei que disse “dias” lá em cima, mas espero que você não discuta comigo ou exija de mim alguma coerência, justamente hoje. Vou dormir, quem sabe não acordo melhor amanhã?
Curto
Anda assim o meu tempo livre: curto, ínfimo, quase nulo. Não tem dado pra fazer nada além de trabalhar, pensar em trabalho, me preocupar por causa de trabalho, ouvir coisas por causa de trabalho, ver coisas por causa de trabalho… apesar de muito trabalho costumar ser um bom sinal, eu não gosto quando não sobra tempo pra mais nada, tipo agora.
O blog anda abandonado. Queria ter mais tempo de postar coisas legais. Mas tá quase impossível. Talvez a notícia boa que recebi dia desses não seja lá tão boa para o Misquilinas. Se eu tinha ainda algum tempo extra guardadinho, pras horas de necessidade, logo logo não o terei mais. Vai ser bom, mas esse blog pode “pagar” por isso. hehe.
Essa boa nova, que não é tão nova mas é muito boa, contarei em breve. E, pra compensar a sumideira dos últimos dias, vou postar aqui um link de uma banda bem bacana, chamada Annie Hall. Ela é italiana, já foi assunto da Coluna B, mas ninguém consegue encontrar pra baixar. Então, pra quem quiser ouvir boa música, e algo rara, clica bem aqui e pronto.
Até mais.
Russian Red
Na Coluna B de sábado falei sobre Russian Red, e lá afirmei que pouco sabia sobre o projeto. Eis que hoje encontro em um blog espanhol (aproveita, clica e vai lá baixar o disco) algo mais sobre a moça. Fiquei surpreso ao ver que ela tem apenas 22 anos. O texto que estava lá agora está aqui:
Russian Red o lo que es lo mismo Lourdes Hernández y su primer y recién publicado disco ‘I Love Your Glasses’, el que quizás es el disco español más fresco e innovador desde Dios sabe
cuando. La madrileña de 22 años ha hecho el disco nacional del año sin lugar a dudas pase lo que pase de aqui a final de año. El álbum es un compendio de folk cantado con una voz maravillosa, una excelente producción y nada que envidiar a los discos que están saliendo ahora en el extranjero.
Desde ese inicio fabuloso con ‘Cigarettes’ hasta la versión de Cindi Lauper ‘Girls Just Want To Have Fun’ el disco transcurre entre canciones sobresalientes como la adictiva ‘Take Me Home’, la revuelve-emociones ‘Timing Is Crucial’ o la fantástica ‘No Past Land’. Disco redondo, de bella factura, como hace ya que no se recuerda en el panorama nacional. Sin lugar a dudas le espera una gran carrera que esperemos que sea dentro de nuestro país.
Texto novo
Tô sem tempo pro blog nos últimos dias. Mas pelo menos venho aqui pra avisar que tem mais um conto na coluna Ópio no Café.


