Misquilinas

Um bocado de um tudo só

Archive for Março 2008

Jason no talk-show

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Inacreditável.

Escrito por Bruno Reis

Março 30, 2008 em 2:28 pm

Red

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O título acima é o nome do novo disco do Guillemots. Depois de uma confusão causada por alguns idiotas que colocaram um álbum fake na rede, e fez um monte de gente baixar e se empolgar com um artista que não era quem eles estavam pensando, finalmente as verdadeiras faixas chegam nos blogs de MP3. E a espera valeu a pena.

Andei lendo críticas meio decepcionadas com o disco. Pode ser que “Red” não seja como o anterior da banda, mas , pelo que ouvi até agora, é um belo disco. Diversificado e autêntico, traz novas investidas do Guillemots em diferentes estilos – há desde baladinhas bonitas como “Falling Out Of Reach” até uma disco dançante ao estilo Justin Timberlake, “Big Dog”. Ouvi poucas vezes (baixei esses dias), mas já dá pra perceber que o disco está bacana.

Escrito por Bruno Reis

Março 30, 2008 em 12:18 pm

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Quadrinhos no YouTube

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Um camarada chamado Lev Yilmaz faz uma série de quadrinhos animados (ou quase isso) no YouTube, chamado Tales of Mere Existence. É simplesmente foda. São tirinhas com áudio, todas feitas com humor ácido e quase mal humorado, trazendo algo de desesperançoso e ligeiramente amargo em historinhas sobre a vida cotididana.

Meus preferidos são esse e esse. Mas por aí é fácil achar os outros.

(Essa eu vi no With Lasers)

Escrito por Bruno Reis

Março 27, 2008 em 6:43 pm

Publicado em coisas da internet

Interpol no Outernative

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Eis que, finalmente, o especial sobre os shows do Interpol no Brasil está no ar. Vá na seção “Especial”, lá embaixo da home do Outernative, e dê uma lida em três visões diferentes do show – uma de SP, outra do RJ e a minha, de BH.

Escrito por Bruno Reis

Março 27, 2008 em 11:47 am

Publicado em coisas da internet, música

R.E.M. – Accelerate

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Fiquei sabendo que não vou poder publicar pela Coluna B, por ordem da editoria do Caderno 2, o texto que escrevi sobre o novo disco do R.E.M., Accelerate, que devolveu à banda o adjetivo “excelente” após alguns discos meia-bocas. Então, como para o Outernative já teremos a resenha feita pelo Eduardo para o mesmo álbum, postarei aqui no blog, exatamente da maneira como enviei para A Gazeta, sem tirar nem colocar nada.

Forma e conteúdo em perfeita harmonia

Não se julga o livro pela capa, já dizia aquele velho ditado. E por mais que velhos ditados pareçam sempre forçados e aborrecidos, este é daqueles que não se nega. Também é verdade que não se julga um disco pela capa. Ainda mais nos dias de hoje, em que às vezes baixamos da internet álbuns e mais álbuns sem nem ao menos nos preocuparmos com capa, libreto com letras das músicas, fotos da banda, créditos e tudo mais. Mas é recompensador quando um disco é concebido desde os mínimos detalhes, com os encaixes nos lugares certos. Um autêntico álbum, com começo, meio e fim. E se tudo se inicia na capa, melhor ainda.

Há uma banda com história e anos de estrada que bastam para que o simples fato de lançar um novo trabalho já seja motivo de agitação nos bastidores da música. Mas quando, antes mesmo de escutarmos qualquer coisa, já nos animamos apenas por descobrir a bela capa do disco dessa banda, a expectativa é capaz de estourar os tímpanos. Essa banda é o R.E.M. O disco, “Accelerate”, décimo quarto de uma vitoriosa carreira de 28 anos. A capa em preto e branco traz uma cidade algo torta e mal-cuidada, cheia de arranha-céus espetando nuvens invisíveis e o nome da banda surgindo como um raio de sol tardio.

A arte da capa dá um aspecto de sujeira, de urbanidade, de peso, e é exatamente isso que o R.E.M. quer passar neste novo álbum. A banda diz ter voltado às origens de grupo independente dos anos 80 no processo de composição e na forma de lidar com as canções. Após um incômodo tempo suspenso em um limbo de qualidade musical, mais precisamente desde “Reveal”, de 2001, o R.E.M. lança um autêntico disco de rock – visceral, rápido, cheio de distorções de guitarra e de pensamentos, ao mesmo tempo duro e nobre, enfático em sua proposta. “Accelerate”, que a bem da verdade ainda não foi lançado (sai em 1 de abril, mas já é figurinha fácil na internet), é certamente o melhor disco do R.E.M. desde “Automatic For The People”, de 1992.

E é de se agradecer que já tenha chegado aos nossos ouvidos as melódicas frases de guitarras de Peter Buck em “Living Well Is The Best Revenge”, potente faixa que abre o álbum, e a seguinte, “Man-Sized Wreath”. Produzido por Jacknife Lee, presente em trabalhos de bandas como U2, Bloc Party, Editors e Snow Patrol, “Accelerate” teve como primeiro single sua terceira faixa, a deliciosa “Supernatural Superserious”. Inigualável, pop até os ossos, mas com uma fúria contida que é a cara do vocalista Michael Stipe, traz a frase “Everybody here comes from somewhere” como um mantra do álbum e da carreira do R.E.M., banda já estabelecida e com moral o bastante para lançar uma canção de letra cáustica como essa – afinal, todo mundo sabe por onde andaram Buck, Stipe e Mike Mills esse tempo todo.

Contendo ao todo onze músicas, pode-se dizer que “Accelerate” começa à toda, indo pra cima, querendo incomodar a quem não se acostumar com a velocidade das músicas. Da primeira faixa, passando por “Hollow Man”, até a faixa-título, tudo é rapidez, palhetadas espertas de guitarra, bateria seguindo junto com o baixo em um crescendo que parece nunca ter fim. Mas eis que “Until The Day Is Done”, linda balada quase folk de tão simples, reduzida a poucas batidas percussivas, dedilhados de guitarras e violões suaves e a voz emblemática de Stipe elevando o refrão à condição de “histórico”. A quebra na urgência das canções, que até se ensaiara antes em “Houston”, chega apenas agora e faz bem ao álbum.

“Mr. Richards”, a próxima da fila, faz barulho mas é no fundo benevolente, dada à paciência, apesar do vocal acelerado de Stipe querer provar o contrário. A quebrada “Sing For The Submarine” leva os solos de Buck a um nível apaziguador, para dar a vez em seguida à punk “Horse To Water”, com pouco mais de dois minutos e bem engajada no clima “pé lá embaixo” do disco. Fechando a conta do R.E.M., a irônica “I’m Gonna DJ” prepara a banda para ser DJ na festa do fim do mundo. Curto e certeiro como um tiro à queima roupa, “Accelerate” termina como bem se termina um disco de rock: Stipe solta um ríspido “yeah!” e o silêncio volta a encher a sala. Discaço. Mas, se me permitem dizer, isso era exatamente o que eu já imaginava desde que vi aquela capa.

Escrito por Bruno Reis

Março 25, 2008 em 7:04 pm

Publicado em Coluna B

Não vou ensinar seu namorado a dançar com você

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Então, falando em Black Kids: “chequiráuti” o clipe dos caras pra “I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You”, com a música mais, digamos, produzidinha. Massa.

Escrito por Bruno Reis

Março 24, 2008 em 7:30 pm

Publicado em coisas da internet, música

Sobre a Coluna B

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Sei que o meu blog é independente de qualquer tipo de trabalho que faço, mas gostaria de usar este espaço para pedir desculpas aos leitores da Coluna B por alguns contratempos que venho tendo nas últimas duas semanas. São coisas que fogem por completo da minha responsabilidade, sobre as quais eu simplesmente não posso fazer muita coisa, mas que têm me deixado um pouco chateado.

O primeiro problema é em relação a utilizar a internet como uma continuação da coluna. Falei aqui no blog em primeira mão sobre essa possibilidade, assim que a notícia me foi passada. Achei que fosse ser algo mais concreto e imediato, mas ainda estão rolando alguns estudos da melhor forma de deixar papel e mundo virtual em comunhão.

A idéia é postar no site do jornal algumas músicas ou vídeos que tenham a ver com os assuntos abordados na coluna. Só que nas últimas duas semanas, sob supervisão da Gazeta, tenho tentado implementar esse início de co-relação sem sucesso: nas duas oportunidades mandei arquivos MP3 pro Gazeta On Line, coloquei um texto de aviso na coluna, mas não rolou. Algumas pessoas vieram questionar onde estava postado o arquivo, porque procuraram e não acharam. Pois é, chato isso, mas espero que em breve a gente consiga resolver esse problema e começar a utilizar a internet com mais acertos do que erros.

O segundo problema é exclusivamente sobre a Coluna B de sábado. O fato é que fiz um texto sobre o novo disco do R.E.M., “Accelerate”, e o entreguei na data certa, hora certa, etc. Mas recebi um comunicado da Gazeta (às 22h de quinta, véspera de feriado) avisando que eu deveria fazer uma nova coluna, porque já havia uma matéria naquele fim de semana sobre este disco. Pelo menos eu ainda poderia aproveitar as notinhas.

Até aí, ainda vai. O foda é que eu obviamente não tinha uma outra coluna pronta àquela altura do campeonato. E, pra piorar minha situação, me avisaram que não escrevesse sobre o “Third” do Portishead – que, juro, era a minha segunda (e até aquele momento, única) opção. Passei boa parte da noite e da madrugada pensando e escrevendo o novo texto, mas no final não achei que fiz um bom trabalho. Não fiquei satisfeito. Por isso, peço desculpas se a Coluna B de sábado não ficou lá tão bacana quanto poderia. Mas volto a atestar, a banda Black Kids é ótima. =)

Bom, é isso. Acho que precisava falar para quem quisesse ouvir em algum lugar. Tomara que os próximos capítulos dessa história sejam mais tranqüilos e felizes. E obrigado a quel lê a Coluna B.

Escrito por Bruno Reis

Março 24, 2008 em 7:15 pm

Publicado em Coluna B

Nova do Camelo

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O hermano Marcelo Camelo lançou música nova no MySpace. A assoviável Doce Solidão. Voz e violão, meio bluesada. Bem boa.

Escrito por Bruno Reis

Março 19, 2008 em 7:20 pm

Publicado em coisas da internet, música

Sumiço

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Gostaria de saber o que aconteceu com um dos blogs de download de MP3 mais completos e bem atualizados da blogosfera: o Kokoro Data MP3. Ultimamente o blog vinha sendo a minha maior fonte de downloads, mas desde ontem está desaparecido. Se você clicar no link vai perceber na mensagem, entre outras coisas, que “this blog has been removed”.

Kokoro, o que aconteceu com você, meu filho?

Escrito por Bruno Reis

Março 19, 2008 em 5:51 pm

Publicado em coisas da internet, música

Viva la Vida

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Esse aí no título do post é o nome do novo disco do Coldplay, produzido pelo Brian Eno e bastante esperado por todos. Meio estranho o nome, mas diz o Chris Martin que é em homenagem a Frida Kahlo. Bom, isso também é um pouco estranho. A mulher é uma artista histórica, mas o que ela tem a ver com o Coldplay? Eu, hein.

Escrito por Bruno Reis

Março 19, 2008 em 3:11 pm

Publicado em música

Ópio no Café

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Mais um conto inédito na Revista Paradoxo. Vai lá.
=)

Escrito por Bruno Reis

Março 19, 2008 em 10:33 am

Publicado em conto

Cersibon

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Sério, alguém aí conhece isso?
E alguém pode me dizer por que eu estou rindo tanto?

Escrito por Bruno Reis

Março 17, 2008 em 1:24 pm

Publicado em cultura inútil

Interpol

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Só pra avisar que, a partir de amanhã, a Coluna B do jornal A Gazeta vai ter uma ligação direta com o Gazeta Online, onde eu vou postar músicas que tenham a ver com o assunto da coluna. Amanhã duas devem estar lá: “Heinrich Maneuver”, do Interpol, assunto principal, e “Small”, do Portishead, a dica de disco da semana.

Agora, se me dão licença, vou dar um pulo ali em Belo Horizonte pra ver uma galerinha de NY que vai aparecer por lá. =)

Escrito por Bruno Reis

Março 14, 2008 em 9:07 pm

Amores estranhos

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Nos últimos dias tive contato com duas histórias de amor que pretendo acreditar serem incomuns, mas que o próprio desenrolar de cada uma delas me impede de aceitar essa minha versão dos fatos com plenitude. A verdade é que amar nunca me pareceu comum – é sempre estranho, complicado, cheio de nuances, e cada amor tem uma maneira de acontecer completamente diferente da outra. De longe todos os amores parecem iguais, mas basta aproximar um pouco mais o olhar e verás a verdade de cada um.

A primeira dessas histórias foi contada pelo jornalista Paulo Terron em seu blog. A esquisitíssima trama de amor entre Burt Pagach e Lida Riss assusta à primeira vista, mas logo depois faz com que a gente perceba que, no fundo, já passou por algo parecido. Claro que a loucura dos envolvidos potencializa todas as ações, mas ninguém está livre de sofrer e enlouquecer por amor. O fato é que os dois se conheceram na décadea de 50. Burt era um advogado muito rico, Linda era uma jovem fácil de se impressionar. Burt era casado, Linda se deixava levar pela paixão. Os dois inciaram um tórrido romance.

O tempo e os problemas pessoais da vida de Burt se encarregaram de afastar o casal de amantes. Em pouco tempo, porém, eles reataram. Mas, após nova separação, Burt pirou completamente. Baixou hospital, perseguiu a moça e, quando soube que ela estava noiva de outro, teve uma atitude de psicopata: contratou três negros para jogarem soda cáustica nos olhos da mulher, cegando-a para sempre. Burt foi condenado a 14 anos de prisão, e passou cada dia destes pensando em Linda e escrevendo cartas de amor na tentativa de reconquistá-la. E conseguiu: quando saiu da prisão, o casal voltou a ficar junto. E juntos estão, até hoje. Dez anos atrás, Linda ainda defendeu o seu doentio amor em um julgamento. A acusação contra Burt: perseguir uma ex-amante.

A segunda história é trágica por si só, mas ganha contornos de discussões ideológicas a cada novo acontecimento. Jason Howe é um jornalista fotográfico que curte se infiltrar em guerras para retratar seus personagens e contar histórias interessantes sobre eles. Mas o rapaz, na época um iniciante na profissão, não sabia que se tornaria protagonista de um dos mais fascinantes acontecimentos em sua estadia em terras assoladas pela guerra. Segredos, todos temos. Talvez funcionemos melhor assim, guardando dentro de nós algumas informações que ninguém mais será capaz de conhecer – quase como uma espécie de vínculo especial com a nossa própria consciência. Jason sabia que ter segredos era normal e importante para nossa sanidade, mas não fazia idéia que a revelação de um deles poderia ser tão traumática.

Colômbia. As Farc, que estão hoje em todos os jornais como cerne de uma crise diplomática recém-suavizada na América Latina, assolam o país e dominamboa parte dos locais pobres do país. Contra eles estão os paramilitares, as milícias que, em excusa parceria com o governo colombiano, lutam pelo controle dos campos de coca e otras cositas más. Jason aporta no povoado de Puerto Asis para iniciar sua caminhada rumo ao entendimento de toda a guerra civil colombiana quando conhece Marylin e sua família. Lá ele é tratado como um membro do clã, e recebe da moça a garantia de que conseguirá conversar e fotografar pessoas de ambos os lados do conflito. Marylin ajuda Jason, e surge daí uma amizade que parecia pura e inevitável.

O jornalista consegue se infiltrar em campos de concentração, bases militares e povoados para garantir que seu trabalho será bem feito. Mas não tarda e sua hora de partir da Colômbia finalmente chega. Jason vai ao Iraque atrás de uma guerra ainda mais sangrenta, mas não consegue nem por um segundo esquecer o rosto de Marylin. Em seis meses, ele volta a Puerto Asis e, aí sim, começa um romance entre um e outro trabalho. O problema é que agora a moça não é mais alguém tão inocente na história: ela passou a trabalhar para a AUC (Autodefensas Unidas de Colombia). Marylin se tornou uma combatente. Experimentando uma sensação inédita, a de não se ver tão chocado com a revelação, Jason decidiu que isso não seria impecilho para seu amor com a bela colombiana de 22 anos.  A relação ainda estava no início e o contato com a família da moça inibia os dois a dar um passo à frente e mudar a temperatura do, até aqui, inocente romance.

Após mais uma ida ao Iraque, o fotógrafo retornou à América do Sul, alugou um quartinho em uma espelunca qualquer e se jogou de uma vez por todas nos braços de Marylin. Fizeram amor pela primeira vez e perceberam que nada mais seria igual. Jason não sabia exatamente o por quê, apenas sentia que as coisas mudariam a partir dali. Acuada por um sentimento avassalador, Marylin deu a Jason a chance de entender porque suas vidas mudariam a partir de então: resolveu contar ao inglês o seu maior segredo. Um pouco temerária, ela finalmente confessou que tinha se tornado uma assassina profissional. Começara na AUC por pressão dos repressores, e agora tomara gosto pela coisa: estava trabalhando como mercenária. Disse a ele que matar rende um bom dinheiro, e que não era tão difícil assim tirar a vida dde outra pessoa. Apenas no começo.

Jaso, acostumado ao dia-a-dia das guerras, ao sangue derramnado em baldes, à maldade inerente das pessoas, não soube dizer se achava aquilo absurdo ou se era um caminho natural para alguém que entra para o ramo. Levou seu relacionamento com ela normalmente por algum tempo, mas a cada vez que ouvia histórias sobre matanças, um pouco do seu sentimento arrefecia. A cada cabeça decaptada pela mulher, a cada pessoa que caía no chão por suas mãos, seu amor se tornava mais opaco. Jason insistia em ver Marylin como a mesma que conheceu quando chegou à Colômbia pela primeira vez, só que agora obrigada a lidar com uma situação imoral, mas estava sendo vencido pelo poder da realidade. Dormir com uma mulher que deixava a pistola no móvel de cabeceira antes de se deitar podia ter seus estímulos aventurescos, mas era algo demais para ele.

O tempo passou e chegou o dia de Jason ir embora de Puerto Asis. Despedida triste, Iraque é mais uma vez o destino. O casal continua se correspondendo por e-mail, mas a distância não dá trégua. Apesar de Marylin afirmar por escrito querer deixar essa vida, e suplicar para que ele não a esqueça, Jason vê seu desânimo crescer na mesma medida em que diminui o contato entre os dois. Um dia, ele cessa de vez. Preocupado, o jornalista decide procurar saber o paradeiro da mulher. Sem informações, resolve voltar à Colômbia. Ao procurar a família da moça, descobre que o inevitável aconteceu: Marylin foi assassinada a sangue frio – por seu próprio grupo. Entre desconfianças sobre o verdadeiro motivo da morte da mulher e questionamentos internos sobre seus próprios limites, Jason sabe que não pode se enganar a respeito de Marylin: por muito tempo, ele viveu entre a vida e a morte ao amar uma assassina fria e meticulosa.

Escrito por Bruno Reis

Março 11, 2008 em 2:34 pm

Publicado em cotidiano, crônica

3

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Após uma espera de mais de dez anos, escoa pela internet o novo disco do Portishead,  “Third”, marcado para ser lançado oficialmente em abril. Ainda não consegui ouvir muita coisa, escutei algumas músicas, e apenas uma vez cada, até agora. Mas posso adiantar que a banda não se prendeu totalmente ao que fizera no passado – nada mais justo, afinal o último disco do grupo é do século passado.

Essa semana vou escutar com mais cuidado.

Escrito por Bruno Reis

Março 11, 2008 em 12:00 pm

Publicado em música

Frase feita

com um comentário

As listas inúteis (e divertidas) pipocam em tudo que é canto desde que o mundo é mundo e a internet é a internet. Mas o legal é que nessa época do ano surgem também os prêmios inúteis (e divertidos). Veja essa, por exemplo.

A frase “Call it, amigo” foi a vencedora do prêmio HollyWORDIE, que destaca a frase de filme mais repetida pelas pessoas no ano. Essa em questão foi proferida pelo personagem de Javier Bardem no consagrado “Onde Os Fracos Não Têm Vez”. Ela ficou à frente de “I drink your milkshake”, dita pelo personagem de Daniel Day-Lewis em “Sangue Negro” e “Shoulda gone to China, because I hear they give away babies like free IPods”, dita pela Juno de Ellen Page.

Diz o presidente da Global Language Monitor (instituição americana que analisa as tendências da linguagem), Paul Payack, que a “frase teve um impacto selvagem sobre a sociedade americana”. Ah, é?
Dica da minha amiga Val, do fantástico Redatoras de Merda.

Escrito por Bruno Reis

Março 10, 2008 em 11:27 pm

Publicado em cinema, cultura inútil, fofoca

Crônica

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Ópio no Café de hoje. Aqui.

Escrito por Bruno Reis

Março 5, 2008 em 6:46 pm

Publicado em crônica

As marcas do Justice

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Novo clipe do Justice, da música DVNO. Muito foda.

Escrito por Bruno Reis

Março 3, 2008 em 6:28 pm

Publicado em coisas da internet, música

Blog B

com um comentário

Os próximos dias podem trazer uma novidade para a Coluna B que escrevo pro jornal A Gazeta. De acordo com novas diretrizes do jornal, que vem implementando uma maior ligação entre o papel e o virtual, a Coluna B deve ganhar um blog, ou alguma coisa do tipo. O certo é que, possivelmente a partir dessa semana ou da próxima, a coluna vai ter uma extensão pela internet, onde devo postar mais notícias, músicas para download, vídeos e o que mais interessar.

Assim que eu souber de mais informações falo por aqui, mas já estou animado. A coluna depende diretamente da internet para existir, então nada mais lógico do que ter nela uma forma de suporte. Tomara que dê certo.

Escrito por Bruno Reis

Março 3, 2008 em 1:32 pm